Pausa deste blog

samedi 9 février 2019

Judith Teixeira - "Outono / Automne"


Judith Teixeira fut une romancière et poétesse portugaise, née à Viseu, Portugal, en 1880. Elle est décédée à Lisbonne en 1959. 
Ses écrits d'avant-garde et érotiques pour l'époque, ont suscité de nombreuses réactions polemiques.

Judite dos Reis Ramos Teixeira, Judith Teixeira, (Viseu, 25 de Janeiro de 1880 - Lisboa, 17 de Maio de 1959) foi uma escritora e poetisa portuguesa. A sua obra apresentava um erotismo pouco convencional, o que não era muito frequente na poesia da época, e que foi causa de muitas polémicas.
Escolhi este poema "Outono" para vos apresentar esta poetisa.

Outono

Anda o sol amarelo, adoentado                                 
e pelas tardes, quando deixa o céu,                             
vai roxo de tristeza e magoado                                    
cansado do ardor que despendeu.                              

As árvores, num gesto desvairado,                         
têm o ar de alguém que se rendeu                          
à força dum destino desgraçado…                      
- Não é só delas, esse gesto é teu!                         

A ventania veio desgrenhar                              
espectros outonais no teu olhar!                             
- Abre teus braços para o meu carinho.                

Esperemos o Inverno sem temê-lo,                        
e quando a neve rir no teu cabelo,                                            
os meus hão-de ficar da cor do linho!                    

Judith Teixeira
Sol-Posto 
1921
Judith Teixeira - image du net


Voici ma traduction libre et d'amateur, que j'espère pourra aider à la comprehension du poème:
Le soleil apparait jaune, chétif, 
et le soir, lorsqu' il quitte le ciel, 
il s'en va violet de tristesse et de peine 
fatigué de l'ardeur qu'il a démontrée. 

Les arbres, dans un geste frénétique, 
ont l'air de quelqu'un qui s'est rendu 
à la force d'un destin fatidique ... 
- Ce geste qui est aussi le tien! 

Le vent est venu déparailler
les spectres de l'automne dans tes yeux! 
- Ouvre tes bras à mes calins. 

Attendons l'hiver sans frayeur, 
et quand la neige rira dans tes cheveux, 
les miens seront de la couleur du lin!


É com muito gosto que estou participando no Poetizando e Encantando. Já recebemos o novo convite com um conjunto de imagens inspiradoras que devemos selecionar para a nossa participação !
A Profª Lourdes Duartes deseja-nos as boas-vindas no seu blogue da amizade
http://filosofandonavidaproflourdes.blogspot.com/2019/02/69-edicao-do-poetizando-e-encantando.html
de onde copiei a seguinte imagem:
1ª Imagem - Uma jovem protegendo-se da neve que cai ,com uma sombrinha, caminha entre as árvores cujas folhas coloridas espalham-se no chão.
A ausência

Visto o luto da tua ausência
E o meu coração mergulha nas lembranças da saudade.
Pensamentos silenciosos acompanham os meus passos.
O Outono exibe as suas vestes, de brilho e de vaidade.

Ouço os sons da canção do exílio,
No refrão que desliza sobre o mar.
Leio o teu sorriso, adivinho o teu rosto,
No quadro de um céu negro, vazio, e sem luar.

Meu amor, retido em solo inóspito ficaste,
Sob o ruido das armas que estremecem a terra,
E eu carrego a mágoa e a solidão,
A salvo dos cruéis abismos da guerra.

Quando só me respondem as névoas que salpicam a paisagem,
E que se apaga a luz pálida da razão,
Agarro a esperança do teu regresso,
Que me alimenta os dias, e agasalha o coração.

Angela


Trois de mes photos prises dans le parc municipal de Loulé

lundi 4 février 2019

João Rodrigues de Castelo Branco - "Cantiga partindo-se / Chanson du depart"


Je vous presente aujourd'hui le poète portugais João Rodrigues de Castelo Branco. 
Poète des XVe et XVIe siècles (on situe son décès en 1515), il a laissé des oeuvres liées au mouvement littéraire de la Renaissance, où l'on trouve la célébration exaltée de l'amour, la souffrance, et le désir de la mort si l'amour ne peut être partagé, la sublimation du sentiment noble que le poète ressent pour la femme aimée.

Voici ma traduction libre de ce joli poème, j'espère que cela aidera ceux qui ne comprennent pas le portugais, et je m'excuse si l'interprétation n'est pas la plus correcte, car les termes anciens sont assez difficiles!

Chanson du départ

Ma dame, ils partent si tristes.
mes yeux pour toi, mon bien,
que tu n’as jamais vu d’aussi tristes
d’autres yeux pour aucun.

Si tristes, si nostalgiques,
si malades du départ,
tellement fatigués, tellement en larmes,
de la mort si désireux
cent mille fois plus que de la vie.
Ils partent si tristes les tristes,
si las d'attendre tant,
que tu n’as jamais vu d’aussi tristes
d’autres yeux pour aucun
.

Vitorino - 
Vitorino - "Cantiga partindo-se" do disco "Leitaria Garrett" (LP 1984) 
Publié par DoTempoDosSonhos Publicado a 23/03/2012 
Letra de João Roíz de Castel'Branco Musica de Vitorino Piano por Olga Prats Direcção musical e arranjos de Alejandro Erlich -- Oliva Publico na integra. 4/12 

João Rodrigues de Castelo Branco ou Joam Roiz de Castel-Branco, também grafado João Ruiz de Castelo-Branco, foi um militar e nobre português, fidalgo da Casa Real, cortesão e poeta humanista. Poeta que nasceu no decorrer do século XV e terá falecido em 1515 em Castelo Branco (Portugal)
(Wikipedia). 
Poeta renascentista, que deixou obras aliadas ao Renascimento em que a sublimação do amor e do sofrimento encontra o seu desfecho na partida ou na morte, quando o amor não é correspondido.
O seu poema mais conhecido é Cantiga sua partindo-se, poema de amor possivelmente dedicado a uma dama da corte.

Cantiga partindo-se 

Senhora, partem tão tristes
meus olhos por vós, meu bem,
que nunca tão tristes vistes
outros nenhuns por ninguém.

Tão tristes, tão saudosos,
tão doentes da partida,
tão cansados, tão chorosos,
da morte mais desejosos
cem mil vezes que da vida.
Partem tão tristes os tristes,
tão fora d' esperar bem,
que nunca tão tristes vistes
outros nenhuns por ninguém

João Rodrigues de Castelo Branco
("Cantiga Partindo-se", Cancioneiro Geral)


Vamos agora poetizar com a Profª Lourdes Duarte. Na 68ª edição do seu Poetizando e Encantando, escolhi uma das imagens que ela colocou para nos convidar a participar no desafio:


A 2ª Imagem- Um guife de uma jovem pensativa, segurando uma rosa negra enquanto o vento sopra folhagens sobre ela.


A rosa negra

Dei-te um abraço,
mas não me convenço da eternidade
e da tranquilidade que a minha alma sente.

Tento sorrir,
E vejo um arco-íris que só abraça o céu.
Enquanto que o mundo cochila, à mercê da intransigência e das agruras da sorte.

Só me resta a cor cinza que pinta os meus dias,
Quando, lentamente, ouço a chuva que cai no meu coração.
A mesma que fecunda a terra e repete o ciclo das sementes.

Mas não vou chorar. A esperança não morre.
Nas pétalas da rosa que me ofereceste, enfrentarei o mau presságio,
E irei ao encontro dos sonhos que poderão encher a tela do nosso destino.

Sei que existem espinhos de dor,
Farei deles espadas que simbolizem a perfeição da minha luta
Para te reencontrar, e abrir o caminho de um grande amor.
Esta é a minha jura, perante a beleza desta flor!

Angela

Fico feliz por ter participado nesta edição. Abraços meus a todos!

jeudi 10 janvier 2019

Affonso Romano de Sant'Anna



Affonso Romano de Sant'Anna, écrivain et poète brésilien, né à Belo Horizonte, le 27 mars 1937

Escritor e poeta brasileiro, nasceu em Belo Horizonte (Brasil), no dia 27 de março de 1937.

Je vous presente un de ses poèmes: "Va, vieille année"

Vai, ano velho

Vem, Ano Novo, vem veloz,
vem em quadrigas, aladas, antigas
ou jatos de luz moderna,
vem, paira, desce, habita em nós,
vem com cavalhadas, folias, reisados,
fitas multicores, rebecas,
vem com uva e mel e desperta
em nossso corpo a alegria,
escancara a alma, a poesia,
e, por um instante, estanca

o verso real, perverso, 
e sacia em nós a fome 
-de utopia.

Vem na areia da ampulheta com a
semente que contivesse outra se-
mente que contivesse ou-
tra semente ou pérola
na casca da ostra
como se
se
outra se-
mente pudesse
nascer do corpo e mente
ou do umbigo da gente como o ovo
o Sol a gema do Ano Novo que rompesse
a placenta da 

noite em viva flor luminescente.

Adeus, tristeza:

a vida é uma caixa chinesa
de onde brota a manhã.
Agora é recomeçar.
A utopia é urgente.
Entre flores de urânio

é permitido sonhar.

Affonso Romano de Sant'Anna


Vamos brincar às poesias com a Prof.ª Lourdes porque
CHEGAMOS A 67ª EDIÇÃO DO POETIZANDO E ENCANTANDO. E aqui segue a minha participação, é sempre com muito gosto que respondo ao amável convite da amizade !
A 4ª Imagem- Reveillon na orla marítima, muitos fogos e um casal se banha nas águas do mar, foi inspiradora. Do blogue:


Ano novo

Vem, vamos lavar as nossas mágoas,
E afogar a nostalgia,
De um ano que finda na praia,
Com relentos, e perfumes a maresia.

Vem, vamos caminhar de mãos dadas,
No meio de uma baía,
E admirar redemoinhos de luzes.
No céu iluminado, nova vida se anuncia.

Vamos saudar os milhares de preces
Que se erguem em direção às estrelas,
Cores do arco-íris, e votos de muita alegri
a

Que o novo ano presencia!

Mas diz a lua que não entende
- Porquê tão grande folia?
Como me oriento, como trabalho,
Sem o escuro que me guia?!

E a pequena nuvem apavorada
Chama um anjo e lhe confia:
- Será noite de trovoada,
Será dos humanos, magia ?!

 Angela 

samedi 29 décembre 2018

Estrela de Natal

Continuação do post anterior,
Homenageando o Natal com a Prof.ª Lourdes do Poetizando e Encantando, na sua 
66ª EDIÇÃO DO POETIZANDO E ENCANTANDO  NATALINO

transportando do blogue da Profª Lourdes, 
1ª Imagem - um Presépio bem humilde, o menino Jesus na manjedoura, os animais, Maria e José adorando o Salvador.


Estrela de Natal

Os cantos ecoavam nos montes;
A Virgem Maria sorria:
do seu segredo divino
só a estrela do Oriente sabia!

As outras luzinhas do céu,
que o nosso olhar contemplava,
repousavam no mais sedoso véu,
que um presépio circundava.

Deste glorioso nascimento,
chegou a nova um dia.
A esperança encheu o ar,
da mais esplendorosa alegria!

E enquanto a mensageira do mundo,
a nossa fé transportava,
iluminavam-se os nossos olhos,
à luz que dela brotava.

Brilhava, brilhava a estrelinha de Natal
quando acordou o menino,
que escolheu nascer pobrezinho,
mas cheio de amor sem igual!


Angela



E agora que Jesus nasceu, associo a estes dias este cântico tradicional português "Eu hei de m'ir ao presépio" interpretado pelo grupo coral da Academia de Música de Santa Cecília, na Basílica do Palácio Nacional de Mafra, e tocado nos seis órgãos da basílica:

Eu hei de Eu  "Eu hei de m'ir ao presépio" - Tradicional / Arr. Carlos Garcia 
Concerto de Natal da Academia de Música de Santa Cecília 
Publié par Carlos Garcia  Publicado a 30/01/2017
@ Basílica do Palácio Nacional de Mafra
Maestro - António Gonçalves Coros da AMSC 
Organistas: 
Rui Paiva, órgão da Epístola; 
Flávia Almeida Castro, órgão do Evangelho 
António Pereira (aluno da AMSC), órgão de S. Pedro d'Alcântara 
João Valério (aluno da AMSC), órgão do Sacramento 
Sara Neto (aluno da AMSC), órgão da Conceição 
Afonso Dias (aluno da AMSC), órgão de Sta. Bárbara


FELIZ NATAL

JOYEUX NOËL

jeudi 27 décembre 2018

O menino está dormindo



Homenageando o Natal com a Prof.ª Lourdes do Poetizando e Encantando, na sua 
66ª EDIÇÃO DO POETIZANDO E ENCANTANDO  NATALINO

transportando do blogue da Profª Lourdes, 
1ª Imagem - um Presépio bem humilde, o menino Jesus na manjedoura, os animais, Maria e José adorando o Salvador.

E agora que Jesus nasceu, associo a estes dias este cântico tradicional português "o menino está dormindo" que se pensa ser do século XVII.

Un chant traditionnel de Noël que l'on chante depuis longtemps au Portugal "le petit enfant dort" (o menino está dormindo):

Cuca Roseta 
Cuca Roseta - "O menino está dormindo" 
Publié par Cuca Roseta Publicado a 17/12/2016 
Cuca Roseta canta no 2º Concerto de Natal RTP Mosteiro de São Bento da Vitória (Porto) - 2013.

O menino está dormindo
Nas palhinhas, despidinho, (bis)
Os anjos Lhe 'stão cantando
Por amor tão pobrezinho. (bis)

O menino está dormindo
Nos braços da Virgem pura. (bis)
Os anjos Lhe 'stão cantando:
«Hossana lá nas alturas». (bis)

O menino está dormindo
Nos braços de São José,  (bis)
Os anjos Lhe 'stão cantando:
«Gloria tibi domine». (bis)

O menino está dormindo
Um sono de amor profundo (bis)
Os anjos Lhe 'stão cantando:
«Viva o salvador do mundo»! (bis)

O menino está dormindo
Nas palhinhas, despidinho, (bis)
Os anjos Lhe 'stão cantando
Por amor tão pobrezinho. (bis)

O menino está dormindo
Nos braços da Virgem pura. (bis)
Os anjos Lhe 'stão cantando:
«Hossana lá nas alturas». (bis)

mercredi 19 décembre 2018

Florbela Espanca - "Realidade / Réalité "


Florbela Espanca (1894 -1930)


nom de baptême : Flor Bela de Alma da Conceição, née le 8 décembre 1894 à Vila Viçosa en Alentejo,  est une des plus grandes poétesses portugaises.


Dans ses créations poétiques, Florbela Espanca aborde les thèmes féministes, et essentiellement liés à l'érotisme et à l'amour.

                                                            image du net
ma traduction libre du poème de Florbela Espanca:

Réalité

En toi mon regard est devenu l'aube
Et ma voix comme dans un nid le chant,
Et ma bouche rouge et amoureuse
Avait la fraîcheur pâle du lin.

Ton baiser m’a enivrée comme un vin
doré d'Espagne, dans une coupe ciselé
Et ma chevelure dénouée
A mis à tes pieds l'ombre d'un chemin.

Mes paupières sont de couleur verveine,
J'ai les yeux émeraude, je suis brune,
Et c’est pour te rencontrer, que je suis née ...

Tu as été au long de la vie mon désir
Et maintenant, je te parle, que je te vois,
Je ne sais si je t’ai trouvé ...si je t’ai perdu …


Florbela Espanca (1894-1930) foi uma poetisa portuguesa, autora de sonetos e contos importantes na literatura de Portugal. Viver intensamente foi o lema da sua vida.
               
Realidade 

Em ti o meu olhar fez-se alvorada
E a minha voz fez-se gorjeio de ninho
E a minha rubra boca apaixonada
Teve a frescura pálida do linho.

Embriagou-me o teu beijo como um vinho
fulvo de Espanha, em taça cinzelada.
E a minha cabeleira desatada
Pôs a teus pés a sombra dum caminho.

Minhas pálpebras são cor de verbena,
Eu tenho os olhos garços, sou morena,
E para te encontrar foi que eu nasci...

Tens sido vida fora o meu desejo
E agora, que te falo, que te vejo,
Não sei se te encontrei... se te perdi…

Florbela Espanca, in: “Charneca em flor” (1931)


Como o olhar é a linguagem do coração, tem um poder infinito quando se trata de amar
Na 65ª EDIÇÃO DO POETIZANDO E ENCANTANDO 
da Prof.ª Lourdes Duarte, 
encantei-me com a 1ª Imagem - Um lindo casal namoram entre as flores do campo, que retirei  daqui :)

Katia Katia Katia Guerreiro - Fado dos Olhos Publié par xic0 Publicado a 11/11/2010 
Rtp Premios Talento 
Diogo Lucena e Quadros - guitarra portuguesa 
João Veiga - viola 
Francisco Gaspar - contrabaixo 
Assim fiquei sem tempo para compor uma poesia minha, será com estas apresentações que participo na 65ª edição do Poetizando! Continuação de feliz semana para todos :)
Abraço meu  

dimanche 9 décembre 2018

L'eau et le Quorum ballet





Poetizando com a Profª. Lourdes,

CHEGAMOS A 64ª EDIÇÃO DO POETIZANDO E ENCANTANDO.

5ª Imagem - Um casal se beija carinhosamente na água do mar, foi a imagem que me inspirou no post do blogue da Profª Lourdes que encontramos AQUI.


O batismo do nosso amor

O ritmo intenso do fado
ditou o nosso encontro
e apoderou-se do nosso amor.

És o poeta, o trovador
que encontraste no meu coração

as cordas de uma guitarra!

É a água fonte de magia
ciclo de vida e harmonia
que cai da balada da nuvens.

Assim sinto a alegria, tal batismo no rio Jordão,
o elemento e eterno renascimento,
que nos oferece o vento!


E germinam as sementes na terra
e as marcas do teu abraço
encantam-me e seduzem-me de contentamento!


Abandono os meus remos,

visto o encanto de mulher
quando recebo o teu beijo,
até que Deus quiser!

Angela



A água presente nos espetáculos do Quorum Ballet. Espero que gostem da associação ao elemento líquido ! Obrigada pela vossa amizade !!!

Je les ai vus au théâtre, ils sont fantastiques !!! Les danseurs du Quorum Ballet nous proposent leur univers de danse contemporaine. 
Dans des spectacles mouvementés, les chorégraphies de Daniel Cardoso associent la danse au fado et aux émotions qu'il inspire.


Promo - Saudade | Back to Fado Publié par Publié par QuorumBallet Publicado a 07/02/2018 
"Saudade | Back to Fado" - Quorum Ballet's new production for 2018 with choreography and concept by Daniel Cardoso


Quorum Ballet - New Promotional Video "Correr o Fado" Publié par Publié par QuorumBallet Publicado a 26/04/2012 
Quorum Ballet production for 2011, 
new promotional video Choreography by Daniel Cardoso 
la chanson Uma casa portuguesa chanté par Amália Rodrigues