Pausa deste blog

Affichage des articles dont le libellé est Accueil; Poetisas portuguesas. Afficher tous les articles
Affichage des articles dont le libellé est Accueil; Poetisas portuguesas. Afficher tous les articles

mercredi 8 mars 2023

Poetisas portuguesas - poétesses portugaises

Un hommage à quelques poétesses portugaises des 16e et 17e siècles



Públia Hortênsia de Castro (Vila Viçosa, 1548 - Évora, 1595) 
foi uma das mais notáveis e célebres figuras do humanismo português do seu tempo. Filha de Tomás de Castro e de D. Branca Alves. Dotada de uma erudição ímpar e de um talento precoce extraordinário, impôs–se à estima dos maiores intelectuais do seu tempo.
Foi para Évora e, sob a protecção do seu parente o Arcebispo D. José de Melo, aí se matriculou no curso de filosofia da Universidade. Em 1565, aos 17 anos fez provas de doutoramento na universidade de Évora..



Bernarda Ferreira de Lacerda (Porto, 1595 – Lisboa, 1 de Outubro de 1644) foi uma poetisa portuguesa, autora do poema épico Espanha Libertada (1618).
Filha de Ignácio Ferreira Leitão (Desembargador do Paço, e Chanceler-Mor do Reino) e de D. Paula de Sá e Menezes, nasceu no Porto em 1595. Deu mostras desde cedo de "uma inteligência e capacidade para o estudo pouco vulgares. e seus pais, apercebendo-se disto, proporcionaram-lhe ampla educação, "que a tornou um dos talentos mais enciclopédicos que no país se tem visto.
Foi singular na retórica, poesia, filosofia, matemática, nas humanidades e em música – "tocava muitos instrumentos com perfeição" – e falava várias línguas europeias, para além do hebreu, grego e latim...Numa das suas obras, Soledades de Buçaco (1634), descreve a flora e fauna da mata, pondo em evidência a beleza natural do local..




Maria de Mesquita Pimentel (1586-1663) 
foi uma religiosa cisterciense religiosa nascida em Évora no último quartel do século XVI, poetisa e escritora autora de três livros, em 13 cantos, a trilogia épica da Vida de Cristo.



Mariana de Luna, nasceu em Coimbra, foi uma poetisa portuguesa do século XVII
Mariana de Luna era filha do Dr. Pedro Barbosa de Luna, famoso jurisconsulto e Lente da Universidade de Coimbra, e de sua mulher D. Antónia de Melo e Vasconcelos ou de Vasconcelos e Brito, Senhora do Morgado de Serzedelo, de Alvarenga e do Morgado da Fonte Boa, e irmã do célebre Miguel de Vasconcelos e Brito e de D. Frei Pedro Barbosa de Eça.



Sóror Violante do Céu (Lisboa, 30 de maio de 1601 ou 1607 - 28 de janeiro de 1693)
era uma freira dominicana que na vida secular se chamava Violante Montesino, religiosa e escritora barroca portuguesa. Cultivou a poesia profana, inclusive o lirismo amoroso. Também se dedicou à música como instrumentista.
Após vestir o hábito no Convento de Nossa Senhora do Rosário, passou a investir o seu talento poético na poesia religiosa, revelando-se uma das mais prestigiadas representantes femininas do Barroco português, conquistando inúmeros prêmios e louvores das academias literárias do seu tempo.


Será brando o rigor, firme a mudança,
Humilde a presunção, vária a firmeza,
Fraco o valor, cobarde a fortaleza,
Triste o prazer, discreta a confiança;

Terá a ingratidão firme lembrança,
Será rude o saber, sábia a rudeza,
Lhana a ficção, sofística a lhaneza,
Áspero o amor, benigna a esquivança;

Será merecimento a indignidade,
Defeito a perfeição, culpa a defensa,
Intrépido o temor, dura a piedade,

Delito a obrigação, favor a ofensa,
Verdadeira a traição, falsa a verdade,
Antes que vosso amor meu peito vença.

Violante Montesino

Encontramos o soneto no endereço que segue, com valiosas explicações, bem como outras obras da talentosa poetisa:
http://vialactealiteratura.blogspot.com/2010/01/o-lirismo-barroco-de-violante-do-ceu.html

Avec ma traduction (d'amateur) du sonnet de la poétesse Soeur Violante do Céu

La rigueur sera-t-elle douce, ferme le changement,
La présomption humble, mouvante la fermeté,
Faible la grandeur, lâche la résistance,
Triste le plaisir, discrète la confiance;

L'ingratitude sera-t-elle de ferme mémoire,
Le savoir sera-t-il rude, la rudesse lettrée,
Naïve la  tromperie, sophistique la naïveté,
Âpre l'amour, bénigne l'échappée;

Sera-t-elle méritoire l'indignité,
Le défaut la perfection, une faute la défense,
Intrépide la frayeur
, dure la pitié,

Un délit l'obligation, une faveur l'offense,
Vraie la trahison, fausse la vérité,
Avant que votre amour de mon coeur soit vainqueur.