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dimanche 23 juin 2019

São João / La Saint-Jean




São João numa cascata, em Braga

Ainda em época festiva dos Santos Populares: arraiais, marchas, bailaricos, manjericos, arcos e balões, fogueiras, sardinhadas, cascatas, martelinhos, gigantones, fogos de artifício, rusgas, concursos de montras...
Os concursos de quadras também são uma tradição do São João. A poesia popular que improvisa! Fui buscar à Internet algumas delas:


Ninguém se sente sozinho
Na noite de S. João:
O de mais longe é vizinho,
O de mais perto é irmão.


Na noite de São João
Mandei embora a tristeza
Houve sardinhas com pão
E muito sobre vinho na mesa


O pobre que faz, cantando,
Do lar, cascata modesta,
Vê nos seus filhos brincando
Os balõezinhos da festa!


Mesmo fria, é sempre bela
A noite de S. João.
Nunca a orvalhada gela
Quando é quente o coração.



http://lumeear.blogspot.com/2012/06/quadras-soltas-s-joao.html
https://ocatarrodaformiga.blogspot.com/2012/06/quadras-populares-de-sao-joao.html
Montra com representação do São João

Montra com manjerico

Montra de São João, Porto

Gigantones do São João de Braga

São João de Braga

Cascata em montra de Braga
FELIZ SÃO JOÃO A TODOS !
Aqui ornamentado com algumas das minhas fotografias.



No Poetizando com a Prof.ª Lourdes Duarte, segue a minha participação na 87ª EDIÇÃO DO POETIZANDO E ENCANTANDO
http://filosofandonavidaproflourdes.blogspot.com/2019/06/87-edicao-do-poetizando-e-encantando.html
Importante também é "Visitar os blogs participantes e comentar na postagem, para fortalecer essa interação e apreciar as lindas participações que todos organizam com muito carinho e competência poética".
Escolhi para esta edição a "1ª Imagem- Uma jovem observando a natureza, um rio que corre com águas fortes e escuras e ao longe o verde das matas."

Águas turvas

Águas turvas que alimentam a terra
trazem-me notícias do meu amor que está longe,
dando asas à grande mágoa que encerra
um destino incerto que me amarra a alma.

Como dor aguda que não me deixa sossegar,
para além do vazio, sem brio e sem chama,
que perturba e escurece o meu pensar,
que não encontra abrigo para as rosas.

Quando longe estão os sonhos e as manhãs ociosas,
e a paixão esmorece na fria paisagem,
muitas são as dúvidas que o coração não desmente.

Tempestades de memórias me percorrem a mente.
À vertigem, o pensamento presta homenagem:
como o rio, quero seguir a grande viagem.

Angela