Machado de Assis – poète brésilien
(Rio de Janeiro, 21 de junho de 1839 — Rio de Janeiro, 29 de setembro de
1908)
Joaquim Maria Machado de Assis est un auteur, essayiste, chroniqueur,
poète et critique littéraire brésilien reconnu comme l’un des plus grands noms
de la littérature du Brésil.
Il est le fondateur de l’Académie brésilienne des
Lettres. Wikipédia
Il est né à Rio de Janeiro dans une famille pauvre, d’un père ouvrier mulâtre,et d’une mère d’origine portugaise.
Machado de Assis, 1890. Foto: Marc Ferrez.
Parlons de fleurs ! j'ai préparé la traduction d'un joli poème du poète Machado de Assis:
As Rosas / les Roses
Roses qui s’épanouissent,
Comme les premiers amours,
Sous les douces brillances
Matinales;
En vain vous arborez, en vain,
Votre grâce suprême
Cela sert de peu ; c'est le diadème
De l'illusion.
En vain vous remplissez de parfum l'air du soir;
En vain vous ouvrez le sein humide et frais
Du soleil levant aux baisers amoureux;
En vain vous décorez le front de la douce vierge;
En vain, comme un gage d'affection pure,
Comme un lien d'âmes,
Vous passez de la poitrine aimante à la poitrine aimante;
C'est là que sonne l'heure funeste
avec la force de la mort; les jolies feuilles
perdent l’intensité du premier matin,
La grace et le parfum.
Et vous roses qu’êtes-vous alors? – Des débris perdus,
Des feuilles mortes que le temps oublie, et répand
Brise d'hiver ou main indifférente.
Tel est votre destin,
Oh filles de la nature;
Malgré votre évidente beauté,
Vous périrez;
Mais, pas ... Si la main d'un poète
Vous entretient maintenant, Oh roses,
Plus vivantes, plus radieuses,
Vous fleurissez.
Comme les premiers amours,
Sous les douces brillances
Matinales;
En vain vous arborez, en vain,
Votre grâce suprême
Cela sert de peu ; c'est le diadème
De l'illusion.
En vain vous remplissez de parfum l'air du soir;
En vain vous ouvrez le sein humide et frais
Du soleil levant aux baisers amoureux;
En vain vous décorez le front de la douce vierge;
En vain, comme un gage d'affection pure,
Comme un lien d'âmes,
Vous passez de la poitrine aimante à la poitrine aimante;
C'est là que sonne l'heure funeste
avec la force de la mort; les jolies feuilles
perdent l’intensité du premier matin,
La grace et le parfum.
Et vous roses qu’êtes-vous alors? – Des débris perdus,
Des feuilles mortes que le temps oublie, et répand
Brise d'hiver ou main indifférente.
Tel est votre destin,
Oh filles de la nature;
Malgré votre évidente beauté,
Vous périrez;
Mais, pas ... Si la main d'un poète
Vous entretient maintenant, Oh roses,
Plus vivantes, plus radieuses,
Vous fleurissez.
AS ROSAS
Rosas que desabrochais,
Como os primeiros amores,
Aos suaves resplendores
Matinais;
Em vão ostentais, em vão,
A vossa graça suprema;
De pouco vale; é o diadema
Da ilusão.
Em vão encheis de aroma o ar da tarde;
Em vão abris o seio húmido e fresco
Do sol nascente aos beijos amorosos;
Em vão ornais a fronte à meiga virgem;
Em vão, como penhor de puro afecto,
Como um elo das almas,
Passais do seio amante ao seio amante;
Lá bate a hora infausta
Em que é força morrer; as folhas lindas
Perdem o viço da manhã primeira,
As graças e o perfume.
Rosas que sois então? – Restos perdidos,
Folhas mortas que o tempo esquece, e espalha
Brisa do inverno ou mão indiferente.
Tal é o vosso destino,
Ó filhas da natureza;
Em que vos pese à beleza,
Pereceis;
Mas, não... Se a mão de um poeta
Vos cultiva agora, ó rosas,
Mais vivas, mais jubilosas,
Floresceis.
Rosas que desabrochais,
Como os primeiros amores,
Aos suaves resplendores
Matinais;
Em vão ostentais, em vão,
A vossa graça suprema;
De pouco vale; é o diadema
Da ilusão.
Em vão encheis de aroma o ar da tarde;
Em vão abris o seio húmido e fresco
Do sol nascente aos beijos amorosos;
Em vão ornais a fronte à meiga virgem;
Em vão, como penhor de puro afecto,
Como um elo das almas,
Passais do seio amante ao seio amante;
Lá bate a hora infausta
Em que é força morrer; as folhas lindas
Perdem o viço da manhã primeira,
As graças e o perfume.
Rosas que sois então? – Restos perdidos,
Folhas mortas que o tempo esquece, e espalha
Brisa do inverno ou mão indiferente.
Tal é o vosso destino,
Ó filhas da natureza;
Em que vos pese à beleza,
Pereceis;
Mas, não... Se a mão de um poeta
Vos cultiva agora, ó rosas,
Mais vivas, mais jubilosas,
Floresceis.
Machado de Assis, in 'Crisálidas'
, in 'Crisálidas'
https://filosofandonavidaproflourdes.blogspot.pt/2018/05/36-edicao-do-poetizando-e-encantando.html
A querida prof. Lourdes avisou que
A querida prof. Lourdes avisou que
Chegamos
a 36ª EDIÇÃO DO POETIZANDO E ENCANTANDO!
E convida-nos a brincar aos poetas com imagens que publica
1ª imagem: Foto de uma jovem tristonha sentada com uma rosa despedaçada nas mãos. A foto é em preto e branco, apenas a rosa, na tonalidade rosa claro,
1ª imagem: Foto de uma jovem tristonha sentada com uma rosa despedaçada nas mãos. A foto é em preto e branco, apenas a rosa, na tonalidade rosa claro,
Bem-me-quer.. mal-me-quer ...bem- me-quer.. mal-me-quer
É a roda viva do amor
Que se adivinha numa flor!
Qual será a pétala que me vai corresponder ?
Amor longe não responde
Ao silêncio que esconde
A ausência e a dor.
Pacientemente, vou desfolhando o malmequer...
Foi um feitiço que se apoderou do meu coração
Levando sonhos, e só deixou,
No meu arraial de Madre Dolorosa,
A companhia perfumada de uma rosa,
E me faz ouvir ecos de esperança
Que animam a saudade,
Como murmúrios de uma fonte
De abraços e desejos, que andam a monte!
Angela
Festa da Flor Funchal Madeira 2018 cortejo.
Flower Festival Parade Blumenfestzug
Publié par TurTV




