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vendredi 12 mai 2023

A língua portuguesa / la langue portugaise avec Florbela Espanca

 

L'Unesco a choisi le 5 mai comme date pour célébrer la Journée mondiale de la langue portugaise.

Em referência ao Dia Mundial Mundial da Língua Portuguesa 2023 - dia 5 de maio



Fanatismo

Minh’alma, de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver !
Não és sequer a razão do meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida !

Não vejo nada assim enlouquecida ...
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida !

Tudo no mundo é frágil, tudo passa ...
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim !

E, olhos postos em ti, digo de rastros :
"Ah ! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus : Princípio e Fim ! ..."

(Florbela Espanca)


Avec ma traduction d'amateur du poème de Florbela Espança, (1894-1930)
considérée comme l'une des poétesses majeures de la littérature portugaise.


Fanatisme

Mon âme, de tant rêver de toi, erre perdue
Mes yeux deviennet aveugles de te voir !
Tu n'es pourtant pas ma raison de vivre,
Car tu es déjà toute ma vie !

Je ne vois plus rien ainsi tombée en folie ...
Je passe par le monde, mon Amour, en lisant
Dans le mystérieux livre de ton être 
La même histoire tant de fois relue !

Tout dans le monde est fragile, tout passe ...
Quand on me dit cela, toute la grâce
D'une bouche divine parle en moi !

Et, les yeux posés sur toi, je dis prosternée :
"Ah ! les mondes peuvent s'envoler, mourir les astres,
Car tu es comme Dieu :  le Commencement et la Fin ! ..."




"Língua - Vidas em Português" é um filme de produção binacional (Portugal e Brasil) com uma hora e meia de duração. Ele foi filmado em seis países (Portugal, Moçambique, Índia, Brasil, China/Macau e Japão) ...
A grande sacada criativa do documentário está em discutir a Língua Portuguesa através da mistura das histórias de pessoas comuns e famosas espalhadas nos quatro cantos do mundo...
Trata-se de uma produção de 2002 do diretor Victor Lopes, um cineasta moçambicano de nacionalidade portuguesa que vive no Brasil há mais de vinte e cinco anos..."

Um trecho de “Língua, Vidas em Português”:

Língua, vidas em português.
publié par MrJhonnyjones Partager 16 871 vues 27 sept. 2010


Deve ser maravilhoso visitar o Museu da Língua Portuguesa em São Paulo AQUI

mercredi 30 mars 2022

Florbela Espanca - Ser poeta / Être poète


Château de Vila Viçosa, ville natale de Florbela Espanca

Capitale du marbre, Vila Viçosa (en Alentejo) est une ville de rois et de princesses. C’est là aussi que naquit la poétesse portugaise FLORBELA ESPANCA.
Née en 1894 d'une liaison extra-conjugale, Florbela Espanca aura une enfance tumultueuse, et dès le plus jeune âge elle fait preuve d'une grande sensibilité. Sa première poésie est écrite dès l'adolescence.
Trois mariages et deux divorces ne lui procurent pas non plus la stabilité émotionnelle et le bonheur durable. La mort de son frère dans un accident d'avion, déséquilibre encore plus son état d'esprit.
Vivant dans un milieu bourgeois, mais souvent incomprise à la suite de ses écrits et sa position "d'avant garde", elle vient à se suicider le 8 décembre 1930 (jour de son anniversaire), à l'âge de 36 ans.
Vous pourrez en savoir plus sur la vie de cette grande poetesse sur le site de Wikipedia avec le lien suivant:

Vue du centre de Vila Viçosa

C'est avec beaucoup de plaisir que j'ai préparé cette traduction libre du joli poème de Florbela Espanca "Être poète"




Ser poeta é ser mais alto, é ser maior          Être poète c’est être plus haut, c’est être plus grand
Do que os homens! Morder como quem beija!  Que les hommes! Mordre comme qui si on embrassait!
É ser mendigo e dar como quem seja             C’est mendier et donner comme si on était
Rei do Reino de Áquem e de Além Dor!             Roi du Royaume d’Ici et d’Au-delà de la Douleur!

É ter de mil desejos o esplendor                    C’est avoir de mille désirs la splendeur
E não saber sequer que se deseja!                   Sans même savoir qu’on les désire!
É ter cá dentro um astro que flameja,               Et avoir en soi un astre qui resplendit
É ter garras e asas de condor!                    C’est avoir des griffes et des ailes de condor!

É ter fome, é ter sede de Infinito!                             C’est avoir faim, c’est avoir soif d’Infini!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...                 Comme armure, les matins d’or et de satin…
É condensar o mundo num só grito!                       C’est condenser le monde dans un seul cri!

E é amar-te, assim, perdidamente...                         Et c'est t’aimer ainsi, éperdument…
É seres alma, e sangue, e vida em mim                  Et que tu sois âme, sang et vie en moi
E dizê-lo cantando a toda a gente!                          Et le dire en chantant au monde entier!



Je vous invite à écouter la video di-dessus du poème 
Texte repris le groupe portugais « Trovante »
Perdidamente 
 Publié par Trovante . 8 nov. 2014



Vue d'une muraille du château de Vila Viçosa





samedi 25 mai 2019

Poemes sur les voyages



Alguns poemas de língua portuguesa sobre as viagens e sobre a saudade ! Florbela Espanca, Cecília Meireles, Miguel Torga...


Notre amie Lourdes Duarte nous invite à "jouer aux poètes" en choisissant une image parmi celles qu'elle nous propose dans son blog.
En même temps, c'est également avec plaisir que je  vous fais connaître trois jolis poèmes d'auteurs de langue portugaise, afin d'illustrer le thème sur les voyages, qui a quelque rapport avec la photo choisie:

Saudades

Saudades! Sim.. talvez.. e por que não?...
Se o sonho foi tão alto e forte
Que bem pensara vê-lo até à morte
Deslumbrar-me de luz o coração!

Esquecer! Para quê?... Ah, como é vão!
Que tudo isso, Amor, nos não importe.
Se ele deixou beleza que conforte
Deve-nos ser sagrado como o pão.

Quantas vezes, Amor, já te esqueci,
Para mais doidamente me lembrar
Mais doidamente me lembrar de ti!

E quem dera que fosse sempre assim:
Quanto menos quisesse recordar

Mais saudade andasse presa a mim! 

Florbela Espanca - poetisa portuguesa
Nasceu a 08 Dezembro 1894 (Vila Viçosa)
Morreu em 08 Dezembro 1930 (Matosinhos)

De longe te hei de amar

De longe te hei de amar,
– da tranquila distância
em que o amor é saudade
e o desejo, constância.

Do divino lugar
onde o bem da existência
é ser eternidade
é parecer ausência.

Quem precisa explicar
o momento e a fragrância
da Rosa, que persuade
sem nenhuma arrogância?

E, no fundo do mar,
a estrela, sem violência,
cumpre a sua verdade,
alheia à transparência

Cecília Meireles (1901 - 1964) – professeur et poétesse brésilienne
née à Rio de Janeiro, dans une famille d'origine portugaise des Açores qui était partie s'installer au Brésil.

Para ilustrar o tema do convite da Prof.ª Lourdes Duarte, escolhi a 8ª - Imagem - Uma jovem tomando o seu chá observando o por do sol com ar romântico, do blogue do Poetizando e Encantando:

Ao entardecer

Finda-se o dia, digo adeus ao sol
Que conhece o meu lamento.
Raios de ouro secaram-me as lágrimas.
A saudade bate forte no meu ser,
E deixou frio o pensamento.

Foi longa a viagem até ao entardecer
Que cristalizou o tempo.
Meu amor ainda te lembrarás de mim?
Interrogo o horizonte;
Meu olhar perdido, anda a monte…

A ausência não varreu os sonhos
Que o vento tinge de brilho e alaranjado.
O poente ainda ilumina a esperança,
Com sinos de Ave Maria,
E cenários felizes que outrora tínhamos planeado.

Finda-se o dia.
O sol despede-se silencioso, e em agonia!


Angela 


Viagem

Aparelhei o barco da ilusão / J'ai appareillé le bateau de l'illusion
E reforcei a fé de marinheiro. / Et la foi de marin je l'ai renforcée.
Era longe o meu sonho, e traiçoeiro / Il était loin mon rêve, et sournois
O mar…                                            / L'océan…..
(Só nos é concedida            /  (Seule nous est donnée
Esta vida                              /  Cette vie 
Que temos;                          /  Que nous avons
E é nela que é preciso        / Et c'est là 
Procurar                              / Que nous devons chercher
O velho paraíso                  /  Le vieux paradis
Que perdemos).                 /  Que nous avons perdu).
Prestes, larguei a vela        / Rapidement, j'ai lâché la voile
E disse adeus ao cais, à paz tolhida. / Et dis adieu au quai,  à la paix ankylosée
Desmedida,                        / Demesurée,
A revolta imensidão            /  L'immensité en révolte
Transforma dia a dia a embarcação  / Transforme tous les jours le bâteau
Numa errante e alada sepultura…    / En une tombe errante et ailée...
Mas corto as ondas sem desanimar. / Mais je fends les vagues sans me décourager,
Em qualquer aventura,                      / Dans toute aventure,

O que importa é partir, não é chegar. / Ce qui compte c'est de partir, ce n'est pas d'arriver.

Miguel Torga, écrivain et poète portugais
né le 12 août 1907 à Trás-os-Montes, et mort le 17 janvier 1995 à Coimbra


Neste video, um Flshmob no Aeroporto de Lisboa! Num aeroporto existe grande simbolismo de partidas e de viagens!Pour illustrer le thème des voyages, un aéoport est un grand symbole des départs !
KLM Portugal - Flashmob Aeroporto de Lisboa - 
Vídeo Oficial 
Publié par KLM Portugal Publicado a 03/04/2010 
a KLM comemora 70 anos em Portugal e, para celebrar, surpreendeu os seus clientes com um flashmob no Aeroporto de Lisboa - Vídeo Oficial

mercredi 19 décembre 2018

Florbela Espanca - "Realidade / Réalité "


Florbela Espanca (1894 -1930)


nom de baptême : Flor Bela de Alma da Conceição, née le 8 décembre 1894 à Vila Viçosa en Alentejo,  est une des plus grandes poétesses portugaises.


Dans ses créations poétiques, Florbela Espanca aborde les thèmes féministes, et essentiellement liés à l'érotisme et à l'amour.

                                                            image du net
ma traduction libre du poème de Florbela Espanca:

Réalité

En toi mon regard est devenu l'aube
Et ma voix comme dans un nid le chant,
Et ma bouche rouge et amoureuse
Avait la fraîcheur pâle du lin.

Ton baiser m’a enivrée comme un vin
doré d'Espagne, dans une coupe ciselé
Et ma chevelure dénouée
A mis à tes pieds l'ombre d'un chemin.

Mes paupières sont de couleur verveine,
J'ai les yeux émeraude, je suis brune,
Et c’est pour te rencontrer, que je suis née ...

Tu as été au long de la vie mon désir
Et maintenant, je te parle, que je te vois,
Je ne sais si je t’ai trouvé ...si je t’ai perdu …


Florbela Espanca (1894-1930) foi uma poetisa portuguesa, autora de sonetos e contos importantes na literatura de Portugal. Viver intensamente foi o lema da sua vida.
               
Realidade 

Em ti o meu olhar fez-se alvorada
E a minha voz fez-se gorjeio de ninho
E a minha rubra boca apaixonada
Teve a frescura pálida do linho.

Embriagou-me o teu beijo como um vinho
fulvo de Espanha, em taça cinzelada.
E a minha cabeleira desatada
Pôs a teus pés a sombra dum caminho.

Minhas pálpebras são cor de verbena,
Eu tenho os olhos garços, sou morena,
E para te encontrar foi que eu nasci...

Tens sido vida fora o meu desejo
E agora, que te falo, que te vejo,
Não sei se te encontrei... se te perdi…

Florbela Espanca, in: “Charneca em flor” (1931)


Como o olhar é a linguagem do coração, tem um poder infinito quando se trata de amar
Na 65ª EDIÇÃO DO POETIZANDO E ENCANTANDO 
da Prof.ª Lourdes Duarte, 
encantei-me com a 1ª Imagem - Um lindo casal namoram entre as flores do campo, que retirei  daqui :)

Katia Katia Katia Guerreiro - Fado dos Olhos Publié par xic0 Publicado a 11/11/2010 
Rtp Premios Talento 
Diogo Lucena e Quadros - guitarra portuguesa 
João Veiga - viola 
Francisco Gaspar - contrabaixo 
Assim fiquei sem tempo para compor uma poesia minha, será com estas apresentações que participo na 65ª edição do Poetizando! Continuação de feliz semana para todos :)
Abraço meu  

dimanche 4 juin 2017

Florbela Espanca - "Fanatismo / Fanatisme"


Florbela Espanca (1894 -1930),

nom de baptême : Flor Bela de Alma da Conceição, née le 8 décembre 1894 à Vila Viçosa en Alentejo
est une des plus grandes poétesses portugaises.



FANATISME

Mon âme, de rêver de toi, erre
  perdue
Mes yeux deviennent aveugles de te voir!
Tu n’es même pas la raison pour laquelle je vis,
Car tu es déjà toute ma vie!

Je ne vois plus rien ainsi, déjà égarée ...
Je passe par le monde, mon amour, tout en lisant
Le livre mystérieux de ton être
La même histoire si souvent relue!

« Tout dans le monde est fragile, tout passe ...»
Quand on me dit cela, toute la grâce
D’une bouche divine parle en moi!

Et les yeux posés sur toi, je dis, prosternée:
« Ah! Les mondes peuvent s'envoler,
 les astres mourir,
Car tu es comme Dieu: le Commencement et la Fin ... »


FANATISMO


Minh’alma, de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer a razão do meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida!

Não vejo nada assim enlouquecida...
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida!

«Tudo no mundo é frágil, tudo passa...»
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim!

E, olhos postos em ti, digo de rastros:
«Ah! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: Princípio e Fim!...»




Florbela Espanca



dimanche 22 novembre 2015

Florbela Espanca - "Amar / Aimer"







Florbela Espanca (1894 -1930),

nom de baptême : Flor Bela de Alma da Conceição, est une des plus grandes poétesses portugaises.



Ma traduction libre de ce joli poème

Amar / Aimer

Je veux aimer, aimer éperdument!
Aimer juste pour aimer: ici... lá-bas...
Et celui-ci e celui-là, l’autre et tout le monde...
Aimer! Aimer! Et n’aimer personne!

Me rappeler? Oublier? Indifférente!
M’attacher ou delaisser? Est-ce mal? Est-ce bien?
Si quelqu’un dit qu’on peut aimer quelqu’un
Pendant toute une vie c’est qu’il ment!

Il y a un printemps en chaque vie:
Il faut la chanter ainsi fleurie,
Car si Dieu nous a donné la voix, c’est pour chanter!

Et si un jour je serai poussière, cendre et plus rien
Que ma nuit soit une aurore,
Que je sache me perdre ... pour me retrouver...

 

Et le texte original:

Eu quero amar, amar perdidamente!
Amar só por amar: aqui... além...
Mais Este e Aquele, o Outro e toda a gente...
Amar! Amar! E não amar ninguém!
Recordar? Esquecer? Indiferente!
Prender ou desprender? É mal? É bem?
Quem disser que se pode amar alguém
Durante a vida inteira é porque mente!

Há uma primavera em cada vida:
É preciso cantá-la assim florida,
Pois se Deus nos deu voz, foi pra cantar!

E se um dia hei-de ser pó, cinza e nada
Que seja a minha noite uma alvorada,
Que me saiba perder ... pra me encontrar..


Florbela Espanca "AMAR"




 


 

jeudi 22 janvier 2015

Florbela Espanca - "Conto De Fadas / Conte de fées"


Florbela Espanca (8 décembre 1894 - 8 décembre 1930), nom de baptême : Flor Bela de Alma da Conceição, est une des plus grandes poétesses portugaises.

Conto De Fadas / Conte de fées


Eu trago-te nas mãos o esquecimento / Je t’apporte dans mes mains l’oubli
Das horas más que tens vivido, Amor! Des mauvaises heures que tu as vécues, mon Amour!
E para as tuas chagas o ungüento / Et pour tes blessures le baume
Com que sarei a minha própria dor. / Qui m’a permit de guerir ma douleur.

Os meus gestos são ondas de Sorrento... / Mes gestes sont des vagues de Sorrente...
Trago no nome as letras duma flor... / Je porte dans mon nom les lettres d’une fleur...
Foi dos meus olhos garços que um pintor / C’est de mes yeux jade qu’un peintre
Tirou a luz para pintar o vento.../ A retiré la lumière pour peindre le vent...

Dou-te o que tenho: o astro que dormita, / Je te donne ce que je possède: un astre qui sommeille,
O manto dos crepúsculos da tarde, / Le manteau des crépuscules du soir,
O sol que é de oiro, a onda que palpita. / Le soleil qui est en or, la vague qui scintille.

Dou-te, comigo, o mundo que Deus fez! / Je te donne, avec moi, le monde que Dieu a fait!
Eu sou Aquela de quem tens saudade, / Je suis Celle qui te manque tant
A princesa de conto: "Era uma vez..." / La princesse d'un conte: “Il était une fois...”


Florbela Espanca


jeudi 9 janvier 2014

Florbela Espanca - Se tu viesses ver-me... / Si tu venais me voir

Florbela Espanca - (1894-1930) - Se tu viesses ver-me... / Si tu venais me voir

(ma traduction libre pour vous aider à connaitre ce joli poème)


Si tu venais me voir...
 

Si tu venais me voir aujourd'hui le soir,

Á l'heure des fatigues magiques,

Quand la nuit tout doucement s'approche,

Et si tu me serrais dans tes bras...
 

Lorsque je me rapelle: cette saveur qu'avait

Ta bouche... l'écho de tes pas...

Ton rire de source... tes étreintes...

Tes baisers... et ta main dans la mienne...
 

Si tu venais quand, belle et folle,

Dessinant les lignes très douces d'un baiser

De soie vermeille, en chantant et en riant
 

Ma bouche est comme un oeillet au soleil...

Lorsque mes yeux se ferment de désir ...
 
Et mes bras se tendent vers toi... 

source, le texte original:

Se tu viesses ver-me...

Se tu viesses ver-me hoje à tardinha,
A essa hora dos mágicos cansaços,
Quando a noite de manso se avizinha,
E me prendesses toda nos teus braços...

Quando me lembra: esse sabor que tinha
A tua boca... o eco dos teus passos....
O teu riso de fonte... os teus abraços...
Os teus beijos... a tua mão na minha...

Se tu viesses quando, linda e louca,
Traça as linhas dulcíssimas dum beijo
E é de seda vermelha e canta e ri

E é como um cravo ao sol a minha boca...
Quando os olhos se me cerram de desejo...
E os meus braços se estendem para ti...

Florbela Espanca (poétesse portugaise)