Accompagnons les flâneries de poètes de langue portugaise, les compositions de rimes, les pensées inquiètes ou riantes, de Fernando Pessoa, Luis de Camões, Florbela Espanca, António Nobre, Avelina Noronha, Manuel Fonseca...
(o tradutor à direita da página poderá contribuir para uma melhor compreensão dos textos. Obrigada)
née à Lisbonne en 1900 et décédée dans la même ville en 1994, elle était écrivain, traductrice, poétesse portugaise.
Fernanda de Castro a consacré "une grande partie de son œuvre littéraire à la littérature destinée aux enfants et aux jeunes ... ayant fondé l'Association nationale des terrains de jeux, une initiative peut-être due au fait qu'elle était, depuis 1922, mariée avec António Ferro lui-même lié aux mouvements du pouvoir politique..."
Elle a été, avec son mari et d'autres, fondatrice de la Société portugaise des écrivains et compositeurs de théâtre.
Dans sa maison du "Bairro Alto" (à Lisbonne) les rencontres littéraires étaient connues, toujours ouvertes à la nouveauté et à une certaine hétérodoxie.
En tant qu'écrivain, elle se consacra à la traduction de pièces de théâtre, à l'écriture de poésie, de romance, de fiction et de théâtre.
Fernanda de Castro (1900-1994)
Maria Fernanda Teles de Castro de Quadros Ferro foi uma escritora, poetisa, escritora, tradutora portuguesa
"...dedicou grande parte do seu labor literário à literatura destinada à infância e juventude ….tendo fundado a Associação Nacional de Parques Infantis, facto a que não seria alheio o ser casada, desde 1922, com António Ferro, que, nos anos trinta, se movimenta nas áreas do poder político…."
Foi juntamente com o marido e outros, fundadora da Sociedade de Escritores e Compositores Teatrais Portugueses
São conhecidas as tertúlias que reunia na sua casa do Bairro Alto, sempre aberta à novidade e a uma certa heterodoxia.
Como escritora, dedicou-se à tradução de peças de teatro, a escrever poesia, romance, ficção e teatro.
Meditação (ma traduction d'amateur)
Fernanda de Castro
Às vezes, quando a noite vem caindo,Partois, lorsque tombe la nuit, Tranquilamente, sossegadamente,Tranquilement, calmement, Encosto-me à janela e vou seguindoJe m'appuie à la fenêtre et je suis A curva melancólica do Poente.La courbe mélancolique du couchant.
Não quero a luz acesa. Na penumbra,Je ne veux pas de lumière. Dans la pénombre Pensa-se mais e pensa-se melhor.On pense plus et on pense mieux. A luz magoa os olhos e deslumbra,La lumère blesse les yeux et éblouit, E eu quero ver em mim, ó meu amor! Et je veux voir em moi, oh mon amour!
Para fazer exame de consciência Pour l'examen de ma conscience Quero silêncio, paz, recolhimentoJe veux le silence, la paix, le recueillement Pois só assim, durante a tua ausência,Car seulment ansi, pendant ton absence, Consigo libertar o pensamento.Je parviens à libérer ma pensée.
Procuro então aniquilar em mim, J'essaie alors d'abolir en moi, A nefasta influência que domina L'influence néfaste qui domine Os meus nervos cansados; mas por fim,Mes nerfs fatigués; mais à la fin, Reconheço que amar-te é minha sina. Je reconnais, que t'aimer est mon destin.
Longe de ti atrevo-me a pensar Loin de toi j'ose penser Nesse estranho rigor que me acorrenta:À ce rigueur étrange qui m'emprisonne: E tenho a sensação do alto mar, Et j'ai la sensation de la haute mer, Numa noite selvagem de tormenta. Par nuit de tempête déchaînée.
Tens no olhar magias de profeta Tu as dans ton regard des magies de prophète Que sabe ler no céu, no mar, nas brasas...Qui sait lire le ciel, la mer, les étincelles Adivinhas... Serei a borboleta Tu devines... Je serais le papillon Que vendo a luz deixa queimar as asas. Qui voyant la lumière se laisse brûler les ailes.
No entanto — vê lá tu!— Eu não lamentoPourtant - vois-tu! - Ni je réclame Esta vontade que se impõe à minha... Contre cette volonté qui s'impose à la mienne... Nem me revolto... cedo ao encantamento... Ni je me révolte... je cède à l'enchantement... — Escrava que não soube ser Rainha!- Esclave qui n'a pas su être Reine!
Meditação
Poema de Fernanda De Castro com narração de Mundo De Poemas
Publié par Mundo Dos Poemas •26/07/2020
O Segredo É Amar
Poema de Fernanda de Castro com narração de Mundo Dos Poemas
Publié par Mundo Dos Poemas •21/08/2020
O segredo é amar
Fernanda de Castro
O segredo é amar. Amar a Vida
com tudo o que há de bom e mau em nós.
Amar a hora breve e apetecida,
ouvir os sons em cada voz
e ver todos os céus em cada olhar.
Amar por mil razões e sem razão.
Amar, só por amar,
com os nervos, o sangue, o coração.
Viver em cada instante a eternidade
e ver, na própria sombra, claridade.
O segredo é amar, mas amar com prazer,
sem limites, fronteiras, horizonte.
Beber em cada fonte,
florir em cada flor,
nascer em cada ninho,
sorver a terra inteira como o vinho.
Amar o ramo em flor que há-de nascer,
de cada obscura, tímida raiz.
Amar em cada pedra, em cada ser,
S. Francisco de Assis.
Amar o tronco, a folha verde,
amar cada alegria, cada mágoa,
pois um beijo de amor jamais se perde
e cedo refloresce em pão, em água!
Fernanda de Castro, in "Trinta e Nove Poemas"
Alma Serena
Poema de Fernanda de Castro com narração de Mundo Dos Poemas
Publié par Mundo Dos Poemas .31/07/2020
Alma serena
Fernanda de Castro
Alma serena, a consciência pura,
assim eu quero a vida que me resta.
Saudade não é dor nem amargura,
dilui-se ao longe a derradeira festa.
Não me tentam as rotas da aventura,
agora sei que a minha estrada é esta:
difícil de subir, áspera e dura,
mas branca a urze, de oiro puro a giesta.
Assim meu canto fácil de entender,
como chuva a cair, planta a nascer,
como raiz na terra, água corrente.
Tão fácil o difícil verso obscuro!
Eu não canto, porém, atrás dum muro,
eu canto ao sol e para toda a gente.
J'espère que les poèmes de Fernanda de Castro vous plairont:)
Espero que gostem de ler e ou ouvir os poemas desta poetisa portugesa.