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mardi 17 juillet 2018

Cancioneiro - "Porque nao me ves Joana / Pourquoi ne veux-tu pas me voir Joana"



Le “Cancioneiro de Elvas” fait partie d’une série de manuscrits (cancioneiros) Portugais du XVIe siècle. Des poètes talentueux y réunissaient des oeuvres musicales et des poésies, surtout des poèmes d’amour, de la Renaissance. 

Je vous laisse découvrir un poème du manuscrit cité plus haut, chanté par le groupe "Capela Ultramarina":
 
Porque me não vês Joana 
Publié par Fabio Vianna Peres Ajoutée le 29 oct. 2014 Capela Ultramarina "Porque me não ves Joana" Cancioneiro d'Elvas - CME n. 20 fls. 58v-59 Regiane Martinez, soprano Patrícia Nacle, contralto Fábio Vianna Pertes, tenor e guitarra barroca Marília Macedo, flautas Guilherme de Camargo, guitarra barroca 
Ma traduction d'amateur en rouge:

Porque não me vês Joana              Pourquoi ne veux-tu pas me voir Joana
Pois sabes que meu desejo            Car tu sais que mon désir
Cresce quando não te vejo              Grandit quand je ne te vois pas

Cresce se estou na cidade             Il grandit si je suis en ville
E não me deixa no mato               Il me suit dans les champs
Não sei se me resguarde               Je ne sais si je dois me protéger
E de tudo me recato                      Et de tout m’éloigner

Não me custa tão barato               Ce n’est pas si bon marché
O dia em que te não vejo              Le jour que je ne te vois
Que não morra de desejo              Que je meure de désir


Diz a nossa querida Prof. Lourdes : Amigos, chegamos a 44ª edição do poetizando e Encantando. O desafio estimulador e o convite para poetizarmos. 


1ª Imagem- Um casal de lindas crianças que se abraçam docemente!

Abraço infinito

Amor, sente o abraço que acende o dia
vê como brilham os olhos das crianças
que salpicam luzes na pradaria,
fica perto de mim, defende o momento!

Quem se rende ao encanto da manhã,
acolhe as carícias do vento,
e abraça mundos em movimento
que se aconchegam no nosso olhar

São enlaços em forma de corações
alimento do viver que desfaz a tristeza,
que evidencia novos e amorosos seres,
providos de desvelos, e de destreza

São braços que se abrem em emoções,
moldes que transformam o tu e o eu,
por atalho apaixonante e radical,
na única e primeira pessoa du plural!

Angela