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lundi 4 février 2019

João Rodrigues de Castelo Branco - "Cantiga partindo-se / Chanson du depart"


Je vous presente aujourd'hui le poète portugais João Rodrigues de Castelo Branco. 
Poète des XVe et XVIe siècles (on situe son décès en 1515), il a laissé des oeuvres liées au mouvement littéraire de la Renaissance, où l'on trouve la célébration exaltée de l'amour, la souffrance, et le désir de la mort si l'amour ne peut être partagé, la sublimation du sentiment noble que le poète ressent pour la femme aimée.

Voici ma traduction libre de ce joli poème, j'espère que cela aidera ceux qui ne comprennent pas le portugais, et je m'excuse si l'interprétation n'est pas la plus correcte, car les termes anciens sont assez difficiles!

Chanson du départ

Ma dame, ils partent si tristes.
mes yeux pour toi, mon bien,
que tu n’as jamais vu d’aussi tristes
d’autres yeux pour aucun.

Si tristes, si nostalgiques,
si malades du départ,
tellement fatigués, tellement en larmes,
de la mort si désireux
cent mille fois plus que de la vie.
Ils partent si tristes les tristes,
si las d'attendre tant,
que tu n’as jamais vu d’aussi tristes
d’autres yeux pour aucun
.

Vitorino - 
Vitorino - "Cantiga partindo-se" do disco "Leitaria Garrett" (LP 1984) 
Publié par DoTempoDosSonhos Publicado a 23/03/2012 
Letra de João Roíz de Castel'Branco Musica de Vitorino Piano por Olga Prats Direcção musical e arranjos de Alejandro Erlich -- Oliva Publico na integra. 4/12 

João Rodrigues de Castelo Branco ou Joam Roiz de Castel-Branco, também grafado João Ruiz de Castelo-Branco, foi um militar e nobre português, fidalgo da Casa Real, cortesão e poeta humanista. Poeta que nasceu no decorrer do século XV e terá falecido em 1515 em Castelo Branco (Portugal)
(Wikipedia). 
Poeta renascentista, que deixou obras aliadas ao Renascimento em que a sublimação do amor e do sofrimento encontra o seu desfecho na partida ou na morte, quando o amor não é correspondido.
O seu poema mais conhecido é Cantiga sua partindo-se, poema de amor possivelmente dedicado a uma dama da corte.

Cantiga partindo-se 

Senhora, partem tão tristes
meus olhos por vós, meu bem,
que nunca tão tristes vistes
outros nenhuns por ninguém.

Tão tristes, tão saudosos,
tão doentes da partida,
tão cansados, tão chorosos,
da morte mais desejosos
cem mil vezes que da vida.
Partem tão tristes os tristes,
tão fora d' esperar bem,
que nunca tão tristes vistes
outros nenhuns por ninguém

João Rodrigues de Castelo Branco
("Cantiga Partindo-se", Cancioneiro Geral)


Vamos agora poetizar com a Profª Lourdes Duarte. Na 68ª edição do seu Poetizando e Encantando, escolhi uma das imagens que ela colocou para nos convidar a participar no desafio:


A 2ª Imagem- Um guife de uma jovem pensativa, segurando uma rosa negra enquanto o vento sopra folhagens sobre ela.


A rosa negra

Dei-te um abraço,
mas não me convenço da eternidade
e da tranquilidade que a minha alma sente.

Tento sorrir,
E vejo um arco-íris que só abraça o céu.
Enquanto que o mundo cochila, à mercê da intransigência e das agruras da sorte.

Só me resta a cor cinza que pinta os meus dias,
Quando, lentamente, ouço a chuva que cai no meu coração.
A mesma que fecunda a terra e repete o ciclo das sementes.

Mas não vou chorar. A esperança não morre.
Nas pétalas da rosa que me ofereceste, enfrentarei o mau presságio,
E irei ao encontro dos sonhos que poderão encher a tela do nosso destino.

Sei que existem espinhos de dor,
Farei deles espadas que simbolizem a perfeição da minha luta
Para te reencontrar, e abrir o caminho de um grande amor.
Esta é a minha jura, perante a beleza desta flor!

Angela

Fico feliz por ter participado nesta edição. Abraços meus a todos!