Pausa deste blog

Affichage des articles dont le libellé est Julia Lopes de Almeida. Afficher tous les articles
Affichage des articles dont le libellé est Julia Lopes de Almeida. Afficher tous les articles

samedi 26 décembre 2020

Júlia Lopes de Almeida - "A laranjeira / l'oranger"


(1862-1934)
écrivain et poète brésilienne, romancière de talent, Júlia a écrit aussi
des nouvelles, des articles de journalisme, et des pièces de théâtre

elle est la fille du Dr José Valentim José da Silveira  Lopes, 
elle épouse Filinto de Almeida, un jeune écrivain portugais, em 1887.
Le couple eut trois enfants qui sont tous devenus écrivains :
Afonso Lopes de Almeida 
Albano Lopes de Almeida 
Margarida Lopes de Almeida

Abolitionniste de grand renom, Júlia participa dans le groupe de création de 
l'académie brésilienne des Lettres

Júlia Lopes de Almeida nasceu a 24 Setembro 1862 (Brasil) 
Morreu em 30 Maio 1934
(Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil) 
Júlia Valentim da Silveira Lopes de Almeida foi uma escritora e abolicionista brasileira. 
Ela integrava o grupo de escritores e intelectuais que planejou a criação da Academia Brasileira de Letras

Filha do Dr. Valentim José da Silveira Lopes, professor e médico,
Valentim José da Silveira Lopes (Visconde de Valentim), nasceu em Lisboa, Portugal, em 1830.
Doutorou-se em medicina pela Faculdade de Medicina da Bahia (1867), defendendo tese intitulada “Do Cholera”. Teatrólogo, naturalizado brasileiro, Professor de Humanidades em seu país de origem, 
Vice-cônsul de Portugal em Macaé (RJ). O título de Visconde era português

Júlia foi a esposa do escritor português Filinto de Almeida.
Foi mãe dos também escritores Afonso Lopes de Almeida, Albano Lopes de Almeida e Margarida Lopes de Almeida.


A LARANJEIRA

Perfumada laranjeira,
Linda assim dessa maneira
Sorrindo à luz do arrebol,
Toda em flores, branca toda
- Parece a noiva do Sol
Preparada para a boda.

E esposa do Sol, que a adora,
Com que cuidados divinos
Curva ela os ramos, agora!
E entre as folhas abrigados,
Seus filhos, frutos dourados,
Parecem sois pequeninos.

 Júlia Lopes de Almeida


(avec ma traduction d'amateur)

Oranger parfumé,
Si beau de cette manière,
Qui souris à la subsistante lumière
Tout en fleur,  tout en blanc
- Qu'on dirait la fiancée du soleil
Pour la noce  préparée.

Et l'épouse du Soleil, qui l'adore,
Avec quels soins divins
Plie-t-elle ses branches, maintenant!
Et parmi les feuilles abrités,
Ses enfants, les fruits dorés,
Ressemblent à des petits soleils.