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lundi 12 février 2024

Coelho Neto - "Ser Mãe / Être mère"

.....

Henrique Maximiano Coelho Neto (1864-1934) est né à Caxias, Maranhão, au Brésil. Il était le fils du portugais António da Fonseca Coelho et de Ana Silvestre Coelho d’origine indienne.

 


Coelho Neto était un écrivain, homme politique, professeur brésilien, membre fondateur de l'Académie brésilienne, occupant la chaire numéro 2. considéré comme l'un des plus grands écrivains brésiliens du début du XXe siècle.


Henrique Maximiano Coelho Neto nasceu na Rua da Palma (hoje Coelho Neto), em Caxias, Maranhão no dia 20 de fevereiro de 1864. Era filho do português Antônio da Fonseca Coelho e da Ana Silvestre Coelho descendente de pais indígenas.

Coelho Neto (1864-1934) foi escritor, político e professor brasileiro. Foi considerado um dos maiores escritores brasileiros do começo do século XX. Membro fundador da cadeira n.º 2 da Academia Brasileira de Letras.

De sua extensa obra literária destacamos um soneto que se tornaria famoso "Ser Mãe".

Ser mãe é desdobrar fibra por fibra
o coração! Ser mãe é ter no alheio
lábio que suga, o pedestal do seio,
onde a vida, onde o amor cantando, vibra.

Ser mãe é ser um anjo que se libra
sobre um berço dormindo! É ser anseio,
é ser temeridade, é ser receio,
é ser força que os males equilibra!

Todo o bem que a mãe goza é bem do filho,
espelho em que se mira afortunada,
Luz que lhe põe nos olhos novo brilho!

Ser mãe é andar chorando num sorriso!
Ser mãe é ter um mundo e não ter nada!
Ser mãe é padecer num paraíso!

Avec ma traduction d'amateur de ce joli sonnet "Être Mère":


Être mère, c'est fibre par fibre celle qui déploit
son cœur! Être mère, c'est avoir dans les lèvres
d'autrui, le piédestal de son sein,
où la vie, où l'amour en chantant frémit.

Être mère, c'est être un ange qui se libère
au-dessus d'un berceau qui dort ! C'est être le désir,
c'est être téméraire, être la crainte,
c'est être la force qui équilibre les maux!

Tout le bien que la mère reçoit est pour son enfant,
le miroir dans lequel elle se voit bienheureuse,
la lumière qui donne à ses yeux un nouvel éclat!

Être mère, c'est pleurer tout en souriant!
Être mère, c'est avoir le monde et n'avoir rien!
Être mère, c'est souffrir dans un paradis!

vendredi 12 mai 2023

A língua portuguesa / la langue portugaise avec Florbela Espanca

 

L'Unesco a choisi le 5 mai comme date pour célébrer la Journée mondiale de la langue portugaise.

Em referência ao Dia Mundial Mundial da Língua Portuguesa 2023 - dia 5 de maio



Fanatismo

Minh’alma, de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver !
Não és sequer a razão do meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida !

Não vejo nada assim enlouquecida ...
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida !

Tudo no mundo é frágil, tudo passa ...
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim !

E, olhos postos em ti, digo de rastros :
"Ah ! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus : Princípio e Fim ! ..."

(Florbela Espanca)


Avec ma traduction d'amateur du poème de Florbela Espança, (1894-1930)
considérée comme l'une des poétesses majeures de la littérature portugaise.


Fanatisme

Mon âme, de tant rêver de toi, erre perdue
Mes yeux deviennet aveugles de te voir !
Tu n'es pourtant pas ma raison de vivre,
Car tu es déjà toute ma vie !

Je ne vois plus rien ainsi tombée en folie ...
Je passe par le monde, mon Amour, en lisant
Dans le mystérieux livre de ton être 
La même histoire tant de fois relue !

Tout dans le monde est fragile, tout passe ...
Quand on me dit cela, toute la grâce
D'une bouche divine parle en moi !

Et, les yeux posés sur toi, je dis prosternée :
"Ah ! les mondes peuvent s'envoler, mourir les astres,
Car tu es comme Dieu :  le Commencement et la Fin ! ..."




"Língua - Vidas em Português" é um filme de produção binacional (Portugal e Brasil) com uma hora e meia de duração. Ele foi filmado em seis países (Portugal, Moçambique, Índia, Brasil, China/Macau e Japão) ...
A grande sacada criativa do documentário está em discutir a Língua Portuguesa através da mistura das histórias de pessoas comuns e famosas espalhadas nos quatro cantos do mundo...
Trata-se de uma produção de 2002 do diretor Victor Lopes, um cineasta moçambicano de nacionalidade portuguesa que vive no Brasil há mais de vinte e cinco anos..."

Um trecho de “Língua, Vidas em Português”:

Língua, vidas em português.
publié par MrJhonnyjones Partager 16 871 vues 27 sept. 2010


Deve ser maravilhoso visitar o Museu da Língua Portuguesa em São Paulo AQUI

lundi 17 avril 2023

Ai Coração

 Mimicat irá representar Portugal no festival da Eurovisão de 2023


Publié par Eurovision Song Contest
PartagerSortie le 12 mars 2023

Mimicat will represent Portugal at the Eurovision Song Contest 2023 in Liverpool with the song Ai Coração. This performance from Portugal’s national selection show Festival da Canção appears courtesy of RTP (@rtp).  

~~~~~ Lyrics provided by RTP ~~~~~ Ai Coração que não me deixas em paz Não me dás sossego, não me deixas capaz Tenho a cabeça e a garganta num nó Que não se desfaz e nem assim tu tens dó Sinto-me tonta, cada dia pior Já não sei de coisas que sabia de cor As pulsações subiram quase pra mil Estou louca, completamente senil O peito a arder, a boca seca eu sei lá O que te fazer, amor pra mim assim não dá Porque parece que nem sou mais eu Ai coração, ai coração, diz-me lá se és meu As horas passam e o sono não vem Ouço as corujas e os vizinhos também O meu juízo foi-se e por lá ficou Alguém me tire deste estado em que estou O doutor diz que não há nada a fazer Caso perdido, vi-o eu a escrever Ando perdida numa outra dimensão Toda eu sou uma grande confusão O peito a arder, a boca seca eu sei lá O que te fazer, amor pra mim assim não dá Porque parece que nem sou mais eu Ai coração, ai coração, ai coração, diz-me lá se és meu

O peito a arder, a boca seca eu sei lá O que te fazer, amor pra mim assim não dá Porque parece que nem sou mais eu Ai coração, ai coração, ai coração, ai coração, diz-me lá se és meu


Semi-final 1: 9 May 2023
Semi-final 2: 11 May 2023

Avec ma traduction d'amateur :

Oh mon Coeur tu ne me laisses pas en paix Tu ne me laisses pas tranquille, tu m'enlèves mes facultés J'ai la tête et la gorge embrouillées Et même ainsi tu n'as pas de pitié Je me sens étourdie, à chaque jour c'est pire Je ne me rappelle plus de ce que je savais par coeur Les pulsations sont montées presque à mille Je suis folle, complètement sénile La poitrine me brûle, la bouche sèche je ne sais pas Que faire de toi, l'amour ainsi pour moi ne sert plus Car il semble que je ne me reconnais plus Oh mon coeur, oh mon coeur, dis-moi si tu es à moi Les heures passent et le sommeil ne vient pas J'entends les hibous et les voisins aussi Mon discernement est parti et n'est pas revenu Que quelqu'un me sorte de l'état où je suis Le médecin dit qu'il n'y a rien à faire C'est un cas perdu, je l'ai vu écrire Je suis perdue dans une autre dimension Tout en moi est une grande confusion

La poitrine me brûle, la bouche sèche je ne sais pas Que faire de toi, l'amour ainsi pour moi ne sert plus Car il semble que je ne me reconnais plus Oh mon coeur, oh mon coeur, oh mon coeur, dis-moi si tu es à moi

La poitrine me brûle, la bouche sèche je ne sais pas Que faire de toi, l'amour ainsi pour moi ne sert plus Car il semble que je ne me reconnais plus Oh mon coeur, oh mon coeur, oh mon coeur, oh mon coeur,

dis-moi si tu es à moi









lundi 27 février 2023

Cruz e Silva - "Raiavam no Horizonte os resplendores"


Cruz e Silva um dos poetas árcades, viveu tanto em Portugal como no Brasil.
Poeta português do Neoclassicismo, António Dinis da Cruz e Silva nasceu em 1731, em Lisboa, e faleceu em 1799, no Rio de Janeiro.

António Dinis estudou Latim e Filosofia no Colégio dos Oratorianos e, em 1747, entrou na Universidade de Coimbra onde estudou Direito, altura em que terá escrito os seus primeiros poemas.
Depois de cursar Direito, seguiu a carreira da magistratura. Foi juiz de fora em Castelo de Vide, em 1759, e juiz auditor militar em Elvas, em 1764. Foi depois nomeado desembargador da Relação do Rio de Janeiro.


Poeta do Neoclassicismo, foi um dos fundadores da Arcádia Lusitana ou Olissiponense, que era o designativo da academia de Belas-Artes criada em 1756 na cidade de Lisboa, importante marco introdutório do arcadismo em Portugal, tendo António Dinis adoptado o pseudónimo de Elpino Nonacriense.
O arcadismo foi um movimento literário europeu do século XVIII, também denominado de setecentismo ou neoclassicismo, derivado do espírito iluminista, que buscava basicamente a simplicidade. Em reação contra os excessos do barroco, os árcades resolveram se basear-se nos artistas clássicos antigos.
A principal caracteristica desta escola é a exaltação da natureza e de tudo o que lhe diz respeito.
O arcadismo exalta uma poesia simples, clara e direta e a necessidade de viver o presente...

Alegoria da Pintura (Vieira Portuense) - Alegoria da Pintura é uma pintura a óleo sobre tela datada de 1800 do artista português da época do neoclassicismo Vieira Portuense (1765-1805)

António Dinis da Cruz e Silva, poète portugais né en 1731, à Lisbonne, décédé en 1799 à Rio de Janeiro, a été l'un des fondateurs de l'Arcádia Lusitana, importante académie littéraire du siècle XVIII, crée dans la capitale portugaise. Les académies sont des sociétés de gens de lettres ou de savants ou d'artistes. L'arcadisme ou néo-classicisme a dans la nature la source privilégiée d'inspiration.

Je vous invite à prendre connaissance de deux poèmes du poète Cruz e Silva:


RAIAVAM NO HORIZONTE OS RESPLENDORES

Raiavam no Horizonte os resplendores
Da marchetada Aurora, que esparzia
Das soltas tranças sobre a terra fria
Um mimoso chuveiro de mil flores:

Ao mesmo passo Aglaia, os meus amores,
Pelo cume de um monte aparecia,
Enchendo a selva toda de alegria
Com a luz de seus olhos triunfadores.

Vinha tão bela, tão airosa estava,
Que do rosto gentil, gentil postura
A terra e o mesmo Céu se namorava:

Então vi que ante a sua formosura
Cheia de pejo a Aurora se ocultava,
Qual ante a mesma Aurora a Noite escura.


(Avec ma traduction d'amateur)

À  l'Horizon rompaient les splendeurs 

À l'Horizon rompaient les splendeurs
De l'Aurore miroitante, qui répandait
De ses tresses défaites sur la terre gelée
Une fine pluie  de mille fleurs:

Au même rythme Aglaé, mes amours,
Du haut d'une colline apparaissait, 
Et elle remplissait de joie toute la forêt
À la lumière de ses yeux triomphants.

Elle venait si belle, et tellement gracieuse,
Que du doux visage et de la douce posture 
La terre et même le Ciel se passionnaient:

J'ai vu alors que devant sa perfection
Pleine d'embarras l'Aurore se dérobait,
Comme devant la même Aurore la Nuit obscure.



Corre, já entre serras escarpadas,

Corre, já entre serras escarpadas,
Já sobre largos campos, murmurando.
o Tieté, e, as águas engrossando,
soberbo alaga as margens levantadas.

Penedos, pontes, árvores copada:
quanto topa, de cólera escumando,
com fragor espantoso vai rolando
nos vórtices das ondas empoladas.

Mas quando mais caudal, mais orgulhoso,
as margens rompe, cai precipitado,
atroando ao redor toda a campina.

O próprio retrato é dum poderoso,
pois quanto mais sublime é seu estado
mais estrondosa é a sua ruína.

António Dinis da Cruz e Silva

mardi 31 janvier 2023

Chants de janvier, les Janeiras et les Charolas

.....


Après les chants des Rois qui rendent hommage aux rois Mages ICI, une autre tradition du Portugal veut que l'on chante les chants de janvier appelés Janeiras.
Des groupes d'amis, ou de voisins, ou de collègues, se réunissent pour de bons moments de partage et de gaieté.

Ces groupes déambulent en chantant les chants traditionnels et en jouant de la musique; pour l'essentiel ils ont pour mission de remercier l'arrivée du nouvel an, et de souhaiter la bonne année à tous, surtout aux propriétaires des habitations qui leur ouvrent la porte.
Il est également assez fréquent que ces initiatives culturelles se déroulent en salles de spectacle.



O cantar as Janeiras, é uma outra tradição portuguesa, habitualmente feita por grupos de pessoas ou vizinhos, que pelas ruas e de porta em porta, iam e ainda vão visitar familiares e amigos.
Deseja-se assim um bom ano novo e louva-se o dono da casa que abre portas para os receber! 
aneiras vem do nome do mês de Janeiro porque essa tradição antiquíssima ocorre em Janeiro.
Os agrupamentos de homens e de mulheres que cantam e tocam são acompanhados por instrumentos como o acordeão, as pandeiretas, as guitarras, os cavaquinhos, as castanholas, os ferrinhos, etc. 



Vozes d´ Água - Vamos cantar as Janeiras 2023 -Quinta dos Zagalos 07 01 2023
Publié par Carlos Perleques Partager


"Vamos cantar as Janeiras" 
Publié par Raízes de Portugal . 2 janv. 2019 Partager

Enquanto que o canto dos Reis dá destaque ao nascimento do Deus menino, o canto das Janeiras se foca mais no ano novo e nos votos de felicidade.
A versão algarvia das Janeiras que se cantam no Algarve, é também conhecida por Charolas.


Charolas | 100 anos 
Publié par Mais Algarve Sortie le 17 janv. 2020

Em 2020, as Charolas de Bordeira comemoram 100 anos de existência e na Segunda Feira, 06 Janeiro de 2020, Dia de Reis, foi um dos pontos altos das comemorações. 
A data redonda, e que tanto enche de orgulho os habitantes da Bordeira (Faro | Algarve), teve direito a uma música alusiva interpretada por todas as Charolas da Localidade.

vendredi 27 janvier 2023

Eugénio de Andrade - Como se houvesse uma tempestade / Comme s'il y avait une tempête


Eugénio de Andrade, poète portugais (1923 - 2005

Eugénio de Andrade, pseudónimo de José Fontinhas Neto foi um dos maiores poetas portugueses contemporâneos.
Nascimento: 19 de janeiro de 1923, Fundão (região centro)
Falecimento: 13 de junho de 2005, Porto  (cidade do norte)

Em 19 de Janeiro de 2023, celebram-se os 100 anos do nascimento de Eugénio de Andrade (1923-2005)

Como se houvesse uma tempestade

(Eugénio de Andrade)

Como se houvesse uma tempestade 
escurecendo os teus cabelos, 
ou, se preferes, minha boca nos teus olhos 
carregada de flor e dos teus dedos; 

como se houvesse uma criança cega
aos tropeções dentro de ti, 
eu falei em neve, e tu calavas 
a voz onde contigo me perdi. 

Como se a noite viesse e te levasse, 
eu era só fome o que sentia; 
digo-te adeus, como se não voltasse 
ao país onde teu corpo principia. 

Como se houvesse nuvens sobre nuvens 
e sobre as nuvens mar perfeito,
ou, se preferes, a tua boca clara 
singrando largamente no meu peito.

Avec ma traduction d'amateur

Comme s'il y avait une tempête 
qui noircissait tes cheveux , 
ou, si tu préfères, ma bouche sur tes yeux
chargée de fleurs et de tes doigts; 

comme s'il y avait un enfant aveugle
aux sursauts dans ton coeur, 
je parlais de la neige, et toi tu taisais  
la voix où je me suis perdu avec toi. 

Comme si la nuit venait et t'emportait, 
c'était juste la faim que je ressentais; 
je te dis adieu, commme si je ne revenais pas
au pays où ton corps commence. 

Comme s'il y avait des nuages sur les nuages 
et au-dessus des nuages la mer parfaite,
ou, si tu préfères, ta bouche claire 
qui sur ma poitrine navigue grandement.


image du net



dimanche 18 décembre 2022

Vinicius de Moraes - Poema de Natal / Poème de Noël



Vinicius de Moraes

(Marcus Vinícius da Cruz e Mello Moraes)
poète brésilien (1913-1980)


(Rio de Janeiro, 19 de outubro de 1913 — Rio de Janeiro, 9 de julho de 1980) foi um diplomata, dramaturgo, jornalista, poeta e compositor brasileiro.


Poema de Natal Vinicius de Moraes
Publié par borboletasvoam . 23 déc. 2010


POEMA DE NATAL
Rio de Janeiro , 1946

Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos -
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.

Assim será a nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos -
Por isso precisamos velar
Falar baixo, pisar leve, ver
A noite dormir em silêncio.

Não há muito que dizer:

Uma canção sobre um berço
Um verso, talvez, de amor
Uma prece por quem se vai -
Mas que essa hora não esqueça
E por ela os nossos corações
Se deixem, graves e simples.

Pois para isso fomos feitos:
Para a esperança no milagre
Para a participação da poesia
Para ver a face da morte -
De repente nunca mais esperaremos...
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas
Nascemos, imensamente.
                                                          (Vinicius de Moraes)


Avec ma traduction d'amateur:

C'est pour cela que nous avons été faits:
Pour nous remémorer et vous être remémorés
Pour pleurer et faire pleurer
Pour enterrer nos morts —
Pour cela nous avons les bras longs pour les adieux
Les mains pour récolter ce qui a été donné
Les doigts pour pour creuser la terre.

Ainsi sera notre vie:
Um après-midi toujours à oublier
Une étoile qui s'éteint dans l'obscurité
Un chemin entre deux tombes —
C'est pourquoi nous devons veiller
Parler bas, marcher doucement, voir
La nuit dormir en silence.

Il n'y a pas grand chose à dire:
Une chanson au-dessus d'un berceau
Un vers, peut-être d'amour
Une priére pour celui qui part —
Mais que cette heure ne soit pas oubliée
Et que pour elle nos coeurs
Restent, graves et simples.

Car c'est pour cela que nous avons été faits:
Pour l'espoir dans le miracle
Pour la participation de la poésie
Pour voir le visage de la mort —
Soudain nous n'espérerons plus jamais...
Aujourd'hui la nuit est jeune; de la mort, seulement
Nous naissons, immensément.








dimanche 11 décembre 2022

Feliz mês de Natal / Joyeux mois de Noël

 



Noite de paz 

Noite de paz, noite de luz 
em Belém nasceu Jesus 
Cantam os anjos canções de louvor 
cantam pastores um hino de amor 
brilha a estrela da paz 
brilha a estrela da paz


Nuit de paix 

Nuit de paix, nuit de lumière
à Bethléem naquit  Jésus 
Les  anges chantent des chants de louange 
les bergers chantent un hymne d'amour
brille l'étoile de la paix
brille l'étoie de la paix 

Só Canções de Natal Portuguêsas! 
Quem Quiser Faça o Favôr de Copiar e Divulgar no seu Canal! 
 Publié par Rogério Maciel . 22/12/2016






samedi 19 novembre 2022

Manuel Lopes


Poète cap-verdien du monde lusophone, Manuel Lopes est né à Mindelo (Cap-Vert) le 23 décembre 1907, et il est décèdé á Lisbonne le 25 janvier 2005.
En 1919 Manuel Lopes a suivi sa famille parti s'installer à Coimbra (Portugal) où il suivit ses études secondaires.

Manuel dos Santos Lopes,  (Mindelo, São Vicente (Cabo Verde), 23 de Dezembro de 1907 — Lisboa, 25 de Janeiro de 2005) foi um ficcionista, poeta e ensaísta e um dos fundadores da moderna literatura cabo-verdiana

Ainda jovem, Manuel Lopes mudou-se com a sua família para Coimbra (Portugal) em 1919 onde fez os estudos liceais. Passaria a viver a sua vida com períodos de permanência entre Cabo Verde, Açores, e Portugal.



Manuel Lopes: Soneto À Liberdade | Escritor Cabo-Verdiano | Poesias Declamadas | Recitar Poema Poeta Publié par Toma Ai Um Poema


Soneto À Liberdade

Primeiro tu virás, depois a tarde
com terras, mares, algas, vento, peixes.
trarás, no ventre, a marca das idades
e a inquietude dos pássaros libertos.

virás para o enorme do silêncio
— flor boiando na órbita das águas —
tu não verás o fúnebre das horas
nem o canto final do sol poente.

primeiro tu virás, depois a tarde
sem desejos e amor. virás sozinha
como o nome saudade. virás única.

eu não terei a posse do teu corpo
nem me batizarei na tua essência,
mas tu virás primeiro e eu morro livre.

Manuel Lopes

Que je traduis ainsi:

Sonnet à la liberté

Tu viendras d'abord, puis l'après-midi
avec des terres, des mers, des algues, du vent, des poissons.
tu apporteras, dans ton ventre, la marque des âges
et l'inquiétude des oiseaux libérés.

tu viendras vers l'énorme silence
— telle une fleur qui flotte dans l'orbite des eaux —
tu ne verras pas le funèbre des heures
ni le dernier chant du soleil couchant.

tu viendras d'abord, puis l'après-midi
sans désirs et sans amour. tu viendras seule
comme le nom nostalgie. tu viendras seule.

Je n'aurai pas la possession de ton corps
ni je ne me baptiserai dans ton essence,
mais tu viendras d'abord et je mourrai libre.

Imagem do Mindelo (Cabo Verde)

https://pt.wikipedia.org/wiki/Mindelo_%28Cabo_Verde%29#/media/Ficheiro:Cabo_2010_Monte_Cara.jpg

jeudi 10 novembre 2022

Da Costa e Silva - "Terra"



Antônio Francisco da Costa e Silva, poète brésilien, qui avait eu des ancêtres portugais,

Nasceu (Amarante, 28 de novembro de 1885 — Rio de Janeiro, 29 de junho de 1950), poeta brasileiro,
Sua obra extraordinária oscilou entre o parnasianismo e o simbolismo mas sempre com um estilo próprio e inconfundível. 


Terra

Quando a minha saudade os olhos cerra,

Na grata evocação de um sonho errante,

Recordo, enternecido, a minha terra,

Vendo-a mais linda quanto mais distante.


Ao longe, um panorama se descerra

Sob o límpido céu, ao sol radiante:

Entre os rios, as árvores e a serra,

Branqueja a casaria de Amarante.


Lembro os sítios bucólicos... A ponte

No manso riacho, onde brinquei menino,

Curvado sobre a gruta, a ouvir a fonte...


A igreja... E ouço, meu Deus! a voz do sino,

Como a repercutir no amplo horizonte

O repique augural do meu destino!


Publicado no livro Pandora (1919).


Ci-dessous ma traduction d'amateur du poème:

Terra

Lorsque mes yeux se ferment de nostalgie,

Dans l'évocation reconnaissante d'un rêve égaré,

Je me rappelle, avec amour, de ma contrée,

Plus distante je la vois plus je la trouve jolie.


Au loin, un décor s'éclaircit 

Sous le ciel limpide, sous un soleil éblouissant:

Entre les fleuves, les arbres et la montagne,

Amarante montre ses maisons blanchies.


Je me souviens des lieux bucoliques... Le pont

Sur le ruisseau paisible, où enfant je jouais,

Courbé sur la grotte, à écouter la source...


L'église... mon Dieu! la voix du clocher que j'entends,

Semble répandre dans le vaste horizon

La répercussion  augural de mon destin!



"A poesia de Da Costa e Silva assenta-se em duas escolas: Simbolista, interpretada nos poemas de Sangue, e Parnasiana, que determinou a fixação de seus poemas. Apreciado poeta do seu tampo, Da Costa e Silva é a maior força da poesia telúrica do Piauí.." https://sites.google.com/site/souamarantino/uma-parte-da-historia-do-amarantino-da-costa-e-silva


La poésie parnassienne s'oppose au lyrisme exagéré romantique et les poètes proposent une nouvelle esthétique fondée sur le désir de perfection et valorisation artistique de la poésie, soit
"un mouvement pour la beauté de la poésie" où "la nature et le divin sont des sujets privilégiés.."



Antônio Francisco da Costa e Silva, nasceu em 1885 em Amarante, município brasileiro do estado do Piauí, "onde havia apenas a lembrança de uns vagos bisavós portugueses..."

Assim se apresenta Amarante, (nordeste do Brasil), onde nasceu o poeta:


AMARANTE - PIAUÍ, CIDADE DE AMARANTE-PI, HISTÓRIA E CULTURA, RIO PARNAÍBA, BR-343
Publicado por Cidades do Mundo

mercredi 14 septembre 2022

Les cantiques de Sainte Marie - As cantigas de Santa Maria



Voici une jolie chanson qui fait partie des Cantiques de Sainte Marie, qui sont des chansons religieuses du XIIIe siècle, écrites en galaïco-portugais.
"Les Cantiques de Sainte Marie sont un ensemble de 427 compositions en galaïco-portugais, qui était au XIIIe siècle la langue principale de la culture lyrique en Castille. Ils ont été parrainés par Alphonse X le Sage, roi de Castille et León de 1252 à 1284..."
https://www.languagesandnumbers.com/articles/fr/Les-Cantiques-de-Sainte-Marie-et-le-galaico-portugais/



Santa Maria, Strela do Dia (Medieval Cantiga) from "O Jerusalem" – APOLLO'S FIRE, Powell, Sorrell
Publié par apollosfirebaroque
Santa Maria, Strela do Dia (Saint Mary, Star of the Day) From the Cantigas de Santa Maria Codex (c. 1250) Arranged by Jeannette Sorrell


As Cantigas de Santa Maria são um conjunto de quatrocentas e vinte e sete composições em galego-português, do século XIII...

Le galaïco-portugais une langue qui était parlée dans l'actuelle Galice et dans le nord du Portugal (a chamada Galécia, província romana), prend son origine dans une évolutions du latin. 

Plus tard, avec la séparation politique du Portugal au sud et de la Galice au nord, le galaïco-portugais devient l'ancêtre du portugais et du galicien qui évoluèrent de manière différente.

O Pacto entre Gomes Pais e Ramiro Pais da Silva (ou simplesmente O Pacto dos irmãos Pais. é o título dado a um documento, escrito maioritariamente em galego-português, que regista um pacto de não agressão e defesa mútua entre dois irmãos nobres. Poderá ter sido escrito em Santa Maria de Arnoso, conservado durante séculos nos fundos documentais da Mitra de Braga, e encontra-se atualmente na Torre do Tombo, em Lisboa. Wikipedia

Voici copié le texte du pacte en galaïco-portugais:


O texto do documento é curto e ocasionalmente de difícil interpretação:

Ego Gomenze Pelaiz facio a tibi irmano meo Ramiru Pelaiz isto plazo ut non intret meo maiordomo inilla villa super vostros homines deslo mormuiral. & de inde antre as casas d’Ousenda Grade & d’Elvira Grade. & inde pora pena longa & de ista parte perilla petra cavada de Sueiro Ramiriz dou vobis isto que sejades meo amico bono. & irmano bono & que adjuderis me contra toto homine fora el rei & suos filios. & si Pelagio Soariz. ou Menendo Pelaiz. ou Velasco Pelaiz. ou Petro Martiniz. Daquele que torto fezer a Don Ramiru. ou a Don Gomeze si quiser caber en dereito & se non ajudarmonos contra illos. Des illo mormoiral ata en frojom non laver {jure} mala Dos ergo illos que abet hodie fora se ganar herdade de gavaleiros ou de engeoida. & in vostra herdade habet tal foro quale dóóspital. & herdade for de penores & ibi morar suo dono dar calupnia & fosadeira & si se for dela abere tal foro quomodo vostros herdades. Se {homenem} entrar enaquela vila que torto tenia a Don Gomeze dar dereito dele si seu for de Don Ramiro {quen} de fora venia. & {quen} isto plazo exierit ad vos Ramiro Pelaiz se erar coregelo & se non {q} volverit peitar quinientos soldos. jsto pleito est taliado de isto maio que venit ad.IJs. anos.
https://pt.wikipedia.org/wiki/O_Pacto_de_Gomes_Pais_e_Ramiro_Pais

vendredi 9 septembre 2022

Delfina Benigna da Cunha - "SONETO"

 

Femme poétesse, Delfina Benigna da Cunha est née à São José do Norte, Rio Grande do Sul, à l'époque du Brésil colonie portugaise

http://culturaliterariacolonial.blogspot.com/2016/11/poetas-mulheres.html

Devenue aveugle toute petite, à vingt mois, suite aux complications de la variole, Delfina a néanmoins bénéficié d'une solide éducation qui lui a permis de poursuivre des études littéraires et de devenir une poétesse dès l'âge de douze ans.

Portrait de Delfina Benigna da Cunha


Delfine écrit un sonnet sur son malheur de d'être devenue aveugle à l'âge de vingt mois, vingt fois la lune d'argent...


. SONETO (Delfina Benigna da Cunha)


Vinte vezes a lua prateada
Inteira o rosto seu mostrado havia,
Quando um terrível mal, que então sofria,
Me tornou para sempre desgraçada.

De ver o céu e o sol sendo privada,
Cresceu a par comigo a mágoa ímpia;
Desde a infância a mortal melancolia
Se viu em meu semblante debuxada.

Sensível coração deu-me a natura,
E a fortuna, cruel sempre comigo,
Me negou toda a sorte de ventura;

Nem sequer um prazer breve consigo:
Só para terminar minha amargura
Me aguarda o triste, sepulcral jazigo.



Avec ma traduction d'amateur:

Vingt fois la lune d'argent
Intière son visage avait montré,
Quand un mal terrible, dont alors je souffrais,
M'a rendue pour toujours affligeante.

De voir que du ciel et du soleil j'en étais privée,
Une impie affliction en moi a grandi;
Dès l'enfance la mortelle mélancolie
S'est vue sur mon visage esquissée.

Un cœur sensible m'a donné la nature,
Et la fortune, avec moi toujours cruelle,
M'a refusé toute chance de bonheur;

Pas même un bref plaisir je ressens:
Pour mettre fin à ma triste amertume
Seul le lugubre tombeau sepulcral m'attend.


Nascida na Estância do Pontal, em São José do Norte, Delfina era filha de Joaquim Fernandes da Cunha, capitão-mor da guarda portuguesa local, responsável pela guarda do litoral, e Maria Francisca de Paula e Cunha, sendo a oitava de novo filhos.
Aos vinte meses de vida, ela foi completamente privada da visão, devido a uma epidemia de varíola que afligiu a região. Apesar disso, recebeu uma sólida educação, enraizada na cultura clássica e portuguesa, que tornou possível sua formação intelectual.
Aos doze anos, já estaria alfabetizada e escrevendo poemas, como "Colcheia escrita aos doze anos de idade", Wikipedia
Devido à Revolução Farroupilha (1835-1845), exilou-se no Rio de Janeiro; aí faleceu em 13 de abril de 1857.

A Natureza e o Amor  (Delfina Benigna da Cunha)

Combatem minha razão.

Até Júpiter, Senhor
De tudo quanto há criado,
Estreitamente é ligado
À Natureza e Amor.
Se este Deus, que é superior
Vive sujeito à paixão:
Como há de o meu coração
Libertar-se deste mal,
Se Amor com arma fatal
Combate a minha razão?


"Com a morte do pai em 30 de agosto de 1825, Delfina da Cunha perdeu seu amparo financeiro, mas conseguiu obter uma pensão vitalícia de D. Pedro I, em reconhecimento dos serviços militares de seu pai, após escrever um soneto-apelo ao imperador, garantindo, assim, sua sobrevivência..."

São José do Norte onde nasceu a poetisa Delfina Benigna da Cunha 
(imagem da internet)


vendredi 2 septembre 2022

Antero de Quental - Oceano nox

Antero de Quental


La mer a toujours inspiré les poètes. Les thèmes liés à la mer se retrouvent dans les sentiments de nostalgie et de contemplation.
Le poète est sans cesse attiré et fasciné par les flots, les couleurs et les mouvements de l'océan, et à eux il associe ses inquiétudes et ses émotions du moment.

Antero de Quental, poète portugais, est né le 18 de avril 1842, à l'île São Miguel, archipel des Açores.

Oceano Nox | Poema de Antero de Quental com narração de Mundo Dos Poemas
Publié par Mundo Dos Poemas . 16 sept. 2020

"Poesia e poema de autor português. Antero Tarquínio de Quental (Ponta Delgada, 18 de abril de 1842 – Ponta Delgada, 11 de setembro de 1891) foi um escritor e poeta português do século XIX que teve um papel importante no movimento da Geração de 70.
Um dos mais emblemáticos pensadores do século XIX português, Antero de Quental nasceu de uma família fidalga na ilha de S. Miguel, nos Açores. Em Coimbra estudou Direito e aí tornou-se destacada figura de uma notável geração de intelectuais, tendo ombreado, entre outros, com Eça de Queirós, Ramalho Ortigão e Oliveira Martins. Autor de uma obra muito diversificada, constituiu-se marco incontornável na literatura portuguesa..."


Oceano nox,   poema de Antero de Quental

Junto do mar, que erguia gravemente
A trágica voz rouca, enquanto o vento
Passava como o voo do pensamento
Que busca e hesita, inquieto e intermitente,

Junto do mar sentei-me tristemente,
Olhando o céu pesado e nevoento,
E interroguei, cismando, esse lamento
Que saía das coisas, vagamente…

Que inquieto desejo vos tortura,
Seres elementares, força obscura?
Em volta de que ideia gravitais?

Mas na imensa extensão, onde se esconde
O Inconsciente imortal, só me responde
Um bramido, um queixume, e nada mais…



À la fois poètique et romantique, j'ai trouvé que:
"Dans la mythologie romaine, Nox est la déesse de la Nuit, épouse d'Orcus. C'est la forme latinisée de Nyx, déesse grecque personnification de la Nuit."

Le poème, ayant comme toile de fond,  la nuit, la mer, le vent, reflète l'expression des émotions mélancoliques d'Antero de Quental, détresse et inquiétude existentielle, thèmes très chers aux Romantiques.


En rouge, ma traduction d'amateur:

Au bord de la mer, qui élevait gravement
Sa voix tragique et rauque, tandis que le vent
Passait comme un envol de la pensée
Qui cherche et hésite, inquiet et intermittent,

Au bord de la mer je me suis assis tristement,
Tout en regardant le ciel lourd et brumeux,
Et j'ai interrogé, rêveur, cette complainte
Qui sortait des choses, vaguement...

Quel désir anxieux te torture,
Êtres élémentaires, force obscure ?
Autour de quelle idée gravitez-vous ?

Mais dans l'immense extension, où se cache
L'Inconscient immortel,  seul me répond
Un rugissement, une lamentation, et rien de plus…


Praia das Maçãs, do pintor português José Malhoa




samedi 27 août 2022

Senhora do Mar


Lembram-se da canção "Senhora do Mar"?


Vânia Fernandes - Senhora Do Mar (Negras Águas) (Portugal) Live 2008 Eurovision Song Contest Publié par Eurovision Song Contest . 14 sept. 2016

Vânia Fernandes represented Portugal at the 2008 Eurovision Song Contest in Belgrade with the song Senhora Do Mar (Negras Águas)

Senhora do Mar
Ante vós me tendes caída
Quem vem tirar meia da vida e da paz
Desta mesa, desta casa perdidas
Amor que é de ti

Senhora do Mar
Ante vós minha alma está vazia
Quem vem chamar a si o que é meu
Oh mar alto, trás p'ra mim...
Amor meu sem fim

Ai negras águas
Ondas de mágoas
Gelaram o meu fogo no olhar
(Senhora do Mar)
Ele não torna a navegar
E ninguém vos vê chorar
Senhora do Mar

Quem vem tirar meia da vida e da paz
Desta mesa, desta casa perdidas
Amor que é de ti

Ai negras águas
Ondas de mágoas
Gelaram o meu fogo no olhar
(Senhora do Mar)
Vida sem sal, rezas em vão
Deixai seu coração
Bater junto a mim

Ai negras águas
Ondas de mágoas
Gelaram o meu fogo no olhar
(Senhora do Mar)
Ele não torna a navegar
E ninguém vos vê chorar
Senhora do Mar

(composta por Carlos Coelho e por Andrej Babić)


Acro AAS, com uma coreografia incrível 
ao som de "Senhora do Mar" de Vânia Fernandes|Got Talent PT
Publié par  Got Talent Portugal .  16 avr. 2022


Je souhaite que cette traduction que j'ai moi-même préparée, vous aide à apprécier cette jolie mélodie chantée par Vânia Fernandes qui a réprésenté le Portugal au festival de l´Éurovision en 2008:

Notre Dame de la Mer
Devant vous me voici prosternée
Qui vient prendre la moitié de la vie et de la paix
De cette table, de cette maison, perdues?
Mon amour où es-tu?

Notre Dame de la Mer
Devant vous mon âme est vide
Qui vient chercher ce qui m’appartient?
Oh océan profond rends moi mon amour sans fin

Ah les eaux noires, les vagues de chagrin,
Qui ont gelé le feu de mon regard (Notre Dame de la Mer)
Il n’ira plus naviguer (Il n’ira plus naviguer)
Et personne ne vous voit pleurer
Notre Dame de la Mer

Qui vient prendre la moitié de la vie et de la paix
De cette table, de cette maison, perdues?
Mon amour où es-tu?

Ah les eaux noires, les vagues de chagrin,
Qui ont gelé le feu de mon regard (Notre Dame de la Mer)
Blessures salées, vaines prières (vaines prières)
Laissez son cœur (Laissez son cœur)
Battre près de moi! (Battre près de moi!)

Ah les eaux noires, les vagues de chagrin,
Qui ont gelé le feu de mon regard (Notre Dame de la Mer)
Il n’ira plus naviguer (Il n’ira plus naviguer)
Et personne ne vous voit pleurer
Notre Dame de la Mer